Administração de Materias e Patrimonial

12 de novembro de 2014

Polícia Militar de Alagoas | Diretoria de Ensino | Academia de Polícia Militar Senador Arnon de Mello

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Curso de Habilitação de Oficiais Administrativos – 2014 (CHOA – 2014)
Disciplina
: Administração de Materiais e Patrimonial
Docente
: Tenente Wagner Soares

Portifólio de documentos pertinentes
Logística Policial Militar

Legislação Federal Civil

DETALHAMENTO DAS NATUREZAS DE DESPESAS
PORTARIA Nº 448, DE 13 DE SETEMBRO DE 2002
DOU de 17.9.2002 – MINISTÉRIO DA FAZENDA / SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL

Normatização do Exército Brasileiro

REGULAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO DO EXÉRCITO (RAE)-(R-3).
DECRETO N.º 98.820, DE 12 DE JANEIRO DE 1990
Capítulo III – Artigos 56 ao 62

MANUAL DE CAMPANHA – LOGÍSTICA MILITAR TERRESTRE
C 100-10. 2ª Edição. 2003. PORTARIA Nº 125-EME, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003.

MANUAL DE CAMPANHA – LOGÍSTICA
EB20-MC-10.204, 3ª Edição, 2014. PORTARIA Nº 002-EME, DE 2 DE JANEIRO DE 2014.

NORMAS ADMINISTRATIVAS RELATIVAS AO SUPRIMENTO (NARSUP)
SEPARATA n.º 001 ao BOLETIM DO EXÉRCITO N.º 27/2002
PORTARIA n.° 009 – D Log, DE 27 DE JUNHO DE 2002.

Normatização Própria

NORMAS PARA O CONTROLE PATRIMONIAL NA PMAL
Nº 076/08 – PORTARIA nº 005/08-DAL/3 publicada no BGO N.º 065 DE 08 DE ABRIL DE 2008, republicando PORTARIA Nº 001/98 – DAL, PUBLICADA NO BGO Nº 219 DE 04 DEZ 98.

LEI DE ORGANIZAÇÃO BÁSICA DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE ALAGOAS
LEI N.º 6399 de 15 de agosto de 2003
Capítulo VII – Artigo 34 ao 45

Bibliografia correlata

Gestão Logística Empresarial

TEIXEIRA, Carolina. Administração de recursos materiais para concursos: teoria e exercícios do CESPE comentados. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2010.

CHIAVENATO, Idalberto. Administração de Materiais: uma abordagem introdutória. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

Administração de Materiais para Concursos

GURGEL, Floriano do Amaral Gurgel; FRANCISCHINI, Paulino G.. Administração de Materiais e do Patrimônio. Cengage Learning Editores, 2002 – 310 páginas. Disponível em: <http://books.google.com.br/books?id=O8hFhrJ67A0C&printsec=frontcover&hl=pt-BR&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false>

Apostila de curso policial militar

RAMALHO, Clóvis Fernandes Dias. Apostila Básica do Curso de Gestão de Logística. (Curso de Aperfeiçoamento de Sargento Policial Militar). Academia Integrada de Defesa Social de Pernambuco, 2010.

Normatização co-irmãs

PMMA, Polícia Militar do Maranhão. Manual de Administração Logística. São Luís – MA, 2012.

PMPR, Polícia Militar do Paraná. PORTARIA DO COMANDO-GERAL N.º 279, DE 28 DE MARÇO DE 2007. Disciplina a depreciação, a indenização e a reposição de materiais no âmbito da PMPR. Curitiba – PR, 2007.

PMPR, Polícia Militar do Paraná. PORTARIA DO COMANDO-GERAL Nº 869, DE 17 DE SETEMBRO DE 2007. Regula o Inquérito Técnico. Curitiba – PR, 2007.


Aumenta os casos de suicídio de policiais militares

24 de setembro de 2012
Longe das manchetes, a realidade de muitos policiais militares na guerra contra o crime é cruel. Agentes com anos e até décadas de corporação tentam o suicídio. Um soldado recebe, em média, R$ 2 mil. Se afastados, eles ficam sem as gratificações e o salário cai pela metade. Nas ruas, o desafio que eles têm é grande: frear a criminalidade da maior cidade do país.
Isso gera uma média de dois policiais que cometem o suicídio por mês. Só este ano, 21 agentes se mataram e outros 24 tentaram e não conseguiram. Em 2010, foram 17 suicídio e 32 tentativas. No ano passado, 21 PMs se mataram e 30 tentaram.
A Polícia Militar de São Paulo afirmou que os PMs são avaliados regularmente por psicólogos e que dá todo apoio necessário aos agentes que apresentam problemas de saúde.

Servimos com prazer, mas não para sermos “sacos de pancada”

22 de julho de 2011

Estou muito satisfeito, pela primeira vez vi a Festa da Juventude dar certo, em termos de organização, contudo, ironicamente a comunidade local sentiu falta da liberdade de diversão sem controles, sentiram falta do seu som que animava as baladas, mas gostaram da ausência do som do vizinho que os deixava dormir quando queriam. Sentiram falta da bebida quente servida em taças de vidro, porque ostenta sua riqueza, mas gostaram de saber que ao fim não haviam tantas garrafas que servissem de arma contra seus filhos. Sentiram falta da cocaína e dos inalantes que não conseguiram chegar com a mesma quantidade e preço baixo de antes, mas elogiaram, a presença constante da polícia.

Fico profundamente inconformado, que digam: “parabenizamos o trabalho de todos, inclusive da polícia, porém algumas ações da polícia foram excessivas”. Bem, tais ações, que antes não foram tomadas por omissão, incompetência ou medo, formaram-se um fator crucial para o êxito. Agora os agentes, que tiveram pulso suficiente para dizer todos os “não” necessários, principalmente para a classe abastada, afilhados de políticos, serão provavelmente crucificados.

Fiz meu trabalho e cumpri meu dever, se alguém vai lograr pontos com isso, bom para quem quer que seja. Estou pronto para servir, mas não para ser “saco de pancada”. Fico do lado de minha tropa, que tem sido seguidamente massacrada ainda pela indefinição de nossa situação perante a lei, defendemos os direitos da sociedade, que não nos reconhece como iguais, já que somos regidos por normas e regulamentos, que nos calam, prendem e nos alocam em serviços que ultrapassam, e muito, a carga horária constitucional para o trabalhador brasileiro. Cumprimos ordens e somos formados para atuar do jeito que fizemos, não cabe hoje ser hipócrita e dizer o contrário, enquanto nos ensinam o respeito aos direitos fundamentais das pessoas em salas de aula, desrespeitam os nossos nos corredores, quartéis e nos demais momentos.

Somos semi-escravos de uma sociedade que não nos reconhece e como tais, estamos felizes em servir, somente gostaríamos de não sermos agora usados como “bode expiatório”, único alvo de crítricas.


Clipping: Comando militar (Revista Você RH)

27 de maio de 2011

Estive em São Paulo recentemente e posso comfirmar que a PMESP é um colosso, sem uma gestão de alto nível, não seria possível tocar uma máquina desse tamanho. Eles estão antenados com as melhores práticas de gestão, adaptáveis ao servidorismo público, além de um uso inteliente de tecnologia.

A PM de São Paulo está entre os maiores empregadores do país

Comando militar

Os 100 000 homens e mulheres da Polícia Militar do Estado de São Paulo seguem as ordens e os processos com uma disciplina de causar inveja às empresas. Agora, eles aprendem a se aproximar da sociedade

Por Tatiana Sendin Foto de Omar Paixão

Quando um policial militar perde a motivação, ele é identificado pelos companheiros por ter o “olho de vidro” — aquele olhar embaçado, que nada vê. Quando isso acontece, a qualquer momento ele pode confundir um motoqueiro com um assaltante e matar um inocente.

Hoje, de 2 000 a 2 500 policiais deixam o trabalho por ano; alguns se aposentam, outros morrem e uns 500 são expulsos por mau comportamento. É pouco perto dos 100 000 homens e mulheres que trabalham na Polícia Militar do Estado de São Paulo, mas é demais para o tipo de polícia que o coronel Alvaro Batista Camilo, o comandante-geral da PM de São Paulo, quer. Ele persegue o conceito da polícia comunitária, que age próxima à sociedade, estabelece confiança com o cidadão, ouve suas queixas e trabalha para prevenir as ocorrências. Para colocar esse conceito em prática, ele precisa de soldados e oficiais educados, treinados, confiantes no seu julgamento e preparados para lidar com a sociedade. Ele precisa de policiais humanos — não apenas que sigam ordens.

A PM de São Paulo tem uma administração que muitas organizações invejariam. Desde 1996, os comandantes adotaram uma gestão por qualidade, mapearam processos e definiram metas. Hoje, existem 1 500 procedimentos administrativos e 200 operacionais, incluindo instruções de como o policial deve abordar um suspeito na rua: analise o local, estude o sujeito, peça reforço se necessário, aguarde o reforço. Com tanto formalismo, a ordem sai do comando-geral e chega até a ponta facilmente. “Se mando uma viatura parar na esquina, uma viatura estaciona ali em poucos minutos”, afirma o coronel Camilo, de sua sala no quartel-general da PM, na Avenida Tiradentes, na capital paulista. Em compensação, se ele disser que existem 100 bolsas de estudos para uma universidade, a informação morre ali.

Desde que assumiu o cargo, em 2009, o coronel Camilo tem aumentado as universidades com as quais a PM tem parceria. Conseguiu, por exemplo, que o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) ofereça bolsas integrais para os policiais e está tentando descontos em escolas de inglês. Quanto mais o policial estudar, melhor indivíduo ele será, e conviverá melhor com a família, com o cidadão e com o trabalho.

No ano passado, cerca de 98 000 pessoas se inscreveram para entrar na instituição, mas apenas 10% passaram para as últimas fases de seleção. Depois do teste de conhecimentos gerais, os aprovados enfrentam mais três provas — a de aptidão física elimina mais da metade dos finalistas. Por último, uma investigação social, na qual é avaliado o comportamento do candidato em relação aos vizinhos, nas redes sociais e até mesmo com os gastos financeiros, tudo com o objetivo de garantir que só os melhores entrem na corporação.

Para formar seu pessoal, a Polícia Militar de São Paulo conta com seis escolas, sendo cinco reconhecidas pelo Ministério da Educação como curso superior: a de soldados, a de sargentos, a de bombeiros, a de educação física e a de oficiais (a do Barro Branco). A sexta escola, de mestrado e doutorado, que forma os aspirantes a cargos de major e coronel, ainda não tem o selo da Capes (órgão que regula os cursos de mestrado e doutorado), mas o coronel Camilo está atrás disso.

Além da possibilidade de frequentar universidades, os policiais recebem cinco treinamentos durante o ano. Um deles acontece de manhã, antes de os soldados saírem às ruas. O superior os reúne numa sala para discutir, em grupo, o tema da vez, que pode ser desde a revisão do processo de abordagem até uma nova modalidade de crime. Além disso, eles têm uma semana inteira de palestras, durante as quais reveem as normas e ouvem sobre qualidade de vida, gestão financeira, motivação e cuidados com a saúde. E podem ainda escolher entre outros 200 cursos, realizados durante o horário de trabalho, de graça. Na educação dos homens e mulheres da PM entra até aula de ioga e cultos religiosos. “Um policial lida com as piores coisas da vida. Por isso, ele precisa desses apoios para se manter no caminho”, diz o comandante.

Mas nada disso garante a motivação de um funcionário. Para combater o tal olho de vidro e manter a motivação, o coronel investe no reconhecimento. Desde que ele assumiu o comando, os soldados passaram a receber as láureas (medalhas de premiação) em praça pública. A cada 15 dias, um grupo é convidado para participar do Café da Manhã com o Comandante. No dia do aniversário, os soldados recebem um e-mail com os parabéns; os oficiais recebem uma ligação do chefe. Aliás, todos os PMs que trabalharam na virada de 2010-2011 se surpreenderam ao ouvir a voz do comandante nos rádios das viaturas, desejando um bom trabalho e bom ano a todos.

O coronel incentivou que os policiais (incluindo os veteranos e pensionistas) cadastrassem um e-mail para receber suas mensagens. E a PM ganhou perfil no Twitter, no Facebook e até um blog do comandante. O coronel Camilo é informatizado. Além de iPad, iPod, celular e notebook, ele tem na sala um monitor, uma grande TV de LCD, que serve como extensor do monitor, e um aparelho de videoconferência conectado ao gabinete do secretário de Segurança. O gosto por tecnologia o incentivou a comprar notebooks para os comandantes e planejar a instalação de totens para os soldados. “Oitenta por cento da nossa força fica na rua e não tem acesso a PC. Por isso, queremos fazer uma inclusão digital aqui dentro.”

Para combater a exclusão, ele criou um conselho de veteranos, para que os policiais aposentados repassem seu conhecimento aos que estão na ativa. O próximo passo, ele diz, é conseguir que os cursos e treinamentos extras realizados pelos policiais sirvam como pontos nos concursos públicos e promoções — é o começo de uma cultura de meritocracia. A estratégia, pelo menos segundo os registros da PM, parece estar dando certo. Nos últimos dez anos, a Polícia Militar de São Paulo reduziu a criminalidade do estado em 70%. Em 2010, realizou 11 milhões de revistas pessoais (ante 9,8 milhões em 2008). A cada 1 000 revistas, conseguiu prender dez criminosos (em 2008, foram oito), recuperar seis veículos roubados, aprender duas armas de fogo e quatro quilos de drogas. Pelos comentários, diz o coronel, os soldados também têm gostado da nova gestão de pessoas. Só falta convencê-los a se candidatarem às bolsas nas faculdades com a mesma prontidão com que saem para uma blitz arriscada nas ruas.

A PM de São Paulo em números:

A Corporação está entre os maiores empregadores do país

100 000 funcionários
Mais de 43 000 veteranos
39 000 pensionistas
7 800 000 000 de reais é o orçamento de 2011
260 câmeras na cidade de São Paulo
28 aeronaves
16 000 viaturas
450 cavalos
430 cães
30 000 ligações por dias no 190
120 batalhões
60 coronéis, 3 são mulheres
452 embarcações
2 navios de combate


Dicotomia Policial: Integração ou Unificação

11 de março de 2009

pcepm

Antes de opinar por qual caminho seguir, é preciso compreender como essa divisão surgiu. Por que o Brasil adotou esse sistema de ciclo incompleto? Um sistema que confunde policiamento com defesa nacional e investigação com processo judicial, resquícios de milícias e de intendentes-juízes. José Antonio de Melim Junior em sua monografia de conclusão do curso de Direito, em dezembro de 2002, faz um apanhado sobre as forças institucionais que impedem a aproximação e concomitantemente impulsionam a entrada na seara alheia. Observe a citação a Márcio de Castro Nilson em artigo sobre unificação das polícias afirma:

“As Polícias Civil e Militar misturam atribuições. Hoje, em muitos casos, a Polícia Militar investiga mais que a Civil. Ela possui quatro ou cinco vezes mais carros descaracterizados, sem logotipo, próprios para a investigação mesmo. Por outro lado, a Civil mantém setores com características de polícia ostensiva, uma atribuição da Militar, que são o GOE (Grupo de Operações Especiais) e o GARRA (Grupo Armado de Repressão a Roubos a Mão Armada).”

Outra preciosidade deste texto de Melim que envio hoje são referências ao texto da monografia do então estudante, hoje mestre-doutrinador Álvaro Lazzarini em “Polícia de Manutenção da Ordem Pública e a Justiça”, observe uma delas:

“Em todos os países por que passamos, independente da sua extensão e da sua organização, federação ou não, há uma ou mais de uma organização policial, de acordo com suas peculiaridades. Um fato porém é comum em todos esses países: seja uma duas, três, quatro ou cinco polícias, e sejam essas polícias de estrutura militar ou de características militares , mesmo agindo na mesma região, todas elas, e sem que haja qualquer problema, fazem o ciclo completo de polícia, ou seja, polícia preventiva, re-pressiva, investigatória e judiciária.”

pdf-adobe1. dicotimia_policial_proposta_de_unificacao_por_jose_melim

De quebra, queremos disponibilizar um artigo sobre o mesmo tem:

2. SEGURANÇA PÚBLICA:A INTEGRAÇÃO COMO ETAPA NECESSÁRIA À UNIFICAÇÃO DAS POLÍCIAS por Cristiano de Oliveira Pinheiro.

Fiquem atentos porque este tema ainda será tratado com uma análise mais detalhada.