Atuação de bombeiros militares de crises

25 de junho de 2009

Atendendo o pedido de uma amiga, que já fora cadete PM hoje atua no bombeiro, preparei um pequeno compêndio de artigos e vídeos sobre a atuação dos Bombeiros em Gerenciamento de Crises e Negociações. É de praxe que fique sob responsabilidade dos bombeiros o caso de suicidas. O que não é limitador de seu potencial na resolução de crises. Há casos em que a entrada tática dependia da atuação de profissionais do resgate em altura, que naquele momento nem PM nem PC tinham a disposição. Além disso nunca se esqueçam dos casos do negociador casual, quando aquele que inicia a conversação mesmo sem ser o especialista é forçado conduzi-la até o final.

Links de matérias:
http://www.noticiasdahora.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7117&Itemid=26
http://jornalcidade.uol.com.br/paginas.php?id=33911
Texto em PDF, o suicida mostra sinais antes de tentar tirar sua vida: http://pesquisa.dnonline.com.br/document/?view=24029

Links de vídeos:

Treinamento Resgate em altura

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Ônibus 174

25 de junho de 2009

Há noves anos, mais precisamente em 12.06.2000, um sobrevivente do massacre da Candelária, o Sandro Barbosa, tomou um ônibus da linha 174, no bairro do Jardim Botânico, Rio de Janeiro.
Nosso objetivo de relembrar esse fato, dentro do curso de Gerenciamento de Crises tem três objetivos específicos: mostrar que nessa última década muita coisa avançou, que doutrinas específicas qualificaram melhor o conjunto da tropa.

BUS174
Que na verdade esse curso da Senasp é um exemplo de esforço de melhoramento. 2) Os policiais envolvidos devem ser os primeiros a exigir calma e prudência de si mesmos e dos demais. (Só para comentar esse é uma das atitudes exigidas no caso dos negociadores, eles não podem ser mais um elemento nervosismo na cena e sim um agente que direcione o desfecho com razoabilidade) 3) Nesse caso ficou patente o que vamos nos referenciar, por causa do filme, mas em seus meandros não dava para atentar muito para a causa social, mas quando falamos de uma rebelião com motivos “um tanto legítimos” de presidiários ou quando falamos de movimentos sem-terra é necessário avaliar os elementos sócio-políticos envolvidos.

Como na Semana anterior de curso, vamos assistir vídeos, ler matérias da época e outras fontes de informação para podermos entrar na fase de debates sobre o tema mais abastecidos de dados que firmem nossas opiniões:

Vídeo da análise do desfecho do sequestro do Ônibus 174

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Refém ou vítima?

23 de junho de 2009

Um homem que por um abalo emocional toma sua esposa e filhos e diz que vai matar a todos e depois cometer suicídio, não tem reféns e sim vítimas. Sua ação já é direcionada para atingir as vítimas. Elas não são moeda de troca para ele. A negociação é muito melindrosa, é preciso uma base de psicologia muito maior para estabelecer uma conversação proveitosa. Quando a negociação se mostra por algum motivo falha, deve-se decidir pelo assalta tático imediatamente. Para esse tipo de perpetrador, sim, se utiliza armamento de baixa letalidade, sem descartar o uso da arma letal.

Reféns têm peso de troca. São pessoas tomadas para garantir que o criminoso não será morto ou de outra forma atingido pela polícia. Nesse caso a negociação deve ir até a exaustão. A cada pedido deles, deve-se fazer o possível pela liberação dos reféns. Os perpetradores não tem a intenção primeira de fazer mal aquelas pessoas. É até propício que se deixe o ponto crítico em silêncio de contato, para que se instaure a Síndrome de Estocolmo.

Por fim existem casos em que temos reféns, mas os perpetradores planejaram previamente atentar contra a vida das pessoas tomadas. Nos atentados terroristas ocorre dessa forma. Negociações devem seguir sempre concomitantemente com o planejamento e preparo para o assalto tático. A negociação certamente será tática, quando se tenta ganhar tempo e coletar informações sobre os perpetradores e sobre o ambiente do ponto crítico para servir como base das ações do time tático. As reivindicações dos terroristas, dificilmente serão atendidas por inviabilidade legal ou política, e eles sabem disso, por isso estão sempre prontos para cometer o pior, inclusive tirando a própria vida.

Na Aula 1 do Curso de Gerenciamento de Crises, oferecido pela Senasp, na Rede SEAT, podemos conferir denominação diferente para esses dois tipos de pessoas vitimizadas na crise: o refém tomado, que no caso é o refém propriamente dito e o refém seqüestrado que nesse caso é o que chamados de vítima do perpetrador.


Caso Eloá (parte III)

17 de junho de 2009

O papel da Imprensa no Caso Eloá

Após os fatos, os holofotes, os furos de reportagem e a morte de Eloá, foi aberto espaço para discutir o papel da mídia na cobertura deste tipo de ocorrência policial: negociação com reféns. Até quanto podem ajudar para aliviar a pressão da curiosidade popular e até quanto podem prejudicar se tornando canal alternativo de convesação com o perpetrador. E os casos em que a TV exibe para o sequestrador ao vivo os passos da polícia?!

Bem, para ampliarmos o debate leiam a seguir o artigo de um jornalista pernambucano e um vídeio onde o apresentador do Dia-a-Dia da Record, Jr. Brito, comenta o caso:

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Caso Eloá (parte I)

16 de junho de 2009

Série de reportagens do Bom Dia Brasil – Globo

Estamos enriquecendo o conteúdo do Curso de Gerenciamento de Crises  (EaD) e para o cronograma da 3ª Semana apresentamos a oportunidade de discutir o Caso Eloá. Vamos analisá-lo do ponto de vista dos conhecimentos já adquiridos nos módulos e vamos nos inteirar mais sobre vários aspectos dos fatos.

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Comecemos com uma série de reportagens do telejornal Bom Dia Brasil da TV Globo:

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Caso Eloá (parte II)

16 de junho de 2009

Vídeos esclarecedores

Continuando na busca por respostas sobre o Caso Eloá, é de suma importãncia vivenciar o clima dos fatos, reconstituições, sentir o nervosismo das conversas, por isso antes julgar os fatos assista os vídeos abaixo:

Vídeo do Jornal da Band fazendo a reconstituição do inicio ao fim do sequestro

Cenas da entrada do Gate pela câmera exclusiva da Record

Este segundo vídeo traz em resumo as conversas telefônicas de Lindemberg


Veja o trabalho de negociadores do Gate(PM) e GRE(PC) em MG

8 de junho de 2009

Matéria publicada em 18/11/2007 no Jornal Estado de Minas

Negociadores da elite da polícia mineira trabalham com tensão e alto risco

Equipes atuam em situações de alto risco, como seqüestros com reféns e rebeliões

Thiago Herdy         Estado de Minas Domingo 18 de novembro de 2007 09:50

Paulo Filgueiras/EM

Criado há dois anos, o GRE, da Polícia Civil, passa por constante treinamento para lidar com crises

Eles são bem treinados, preparados para usar as armas mais modernas e prontos para agir rápido, quando necessário. Entretanto, em vez de empregar os armamentos e equipamentos de que dispõem, salvam vidas apenas conversando. São os negociadores, policiais especialmente capacitados para dialogar com criminosos que estão com reféns e também para atuar em casos de tentativas de suicídio e em outras situações em que a negociação é a única esperança de evitar mortes.

Na semana passada, um episódio mostrou para a população de Belo Horizonte a importância do trabalho desses policiais. Foi no Bairro Renascença, na Região Nordeste da capital, onde três pessoas de uma família, incluindo uma adolescente de 14 anos, foram feitas reféns de uma dupla de assaltantes. Enquanto a insegurança e o nervosismo imperavam entre aqueles que acompanhavam da rua o seqüestro, o capitão Danny Stochiero, líder da equipe de negociação do Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar (PM), mantinha a calma e não alterava o tom de voz.

Ele era o único autorizado a conversar pela janela com os dois acusados, que mantinham uma arma apontada para a cabeça dos três reféns. Suas palavras caminhavam no fio da navalha, pois eram capazes de garantir a vida dos reféns ou de provocar uma tragédia. No fim, prevaleceram a serenidade e a técnica adquirida em anos de treinamento. Os reféns foram liberados e os dois criminosos entregaram as armas, sem ninguém se ferir.

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