Taser! Taser!

3 de abril de 2009

Estou com um vermelhidão nas costas, a perna esquerda puxando e uma agonia no meio do peito. Esses foram os resultados do teste da Taser em mim. Acabo de voltar da cidade de Arapiraca, distante 100 Km de onde moro. Lá tivemos um treinamento de uso da arma de baixa letalidade mais usada nos Estados Unidos, que passou a ser usada por várias forças policiais de outros países.

A Taser é uma arma de pressão por ação de gás comprimido que projeta dois dardos, semelhantes a anzóis ou agulhas, que se fixam na pele do oponente, seguidos por uma fiação de aço, por onde é emitido pulsos elétricos de alta voltagem e baixa corrente. A emissão desses pulsos seguem o padrão das ondas cerebrais, causando a paralisação do Sistema Nervoso Motor Voluntário, fazendo que os músculos se contraiam.

A Polícia Militar de Alagoas recebeu 100 armas desse tipo da Secretaria Nacional de Segurança Pública e esse treinamento por qual passamos serviu para habilitar as Unidades Operacionais a receberam tais armas.

Gostaria de registrar agradecimento aos nossos instrutores, que souberam nos passar as informações e técnicas de uso com uma excelente abordagem:

Ten Maikel / Ten Silvio / Ten Helquias Pereira / Ten Marcelo / Asp Ricardson

Estou disponibilizando o material repassado por eles e links, inclusive de vídeos do treinamento.

Vídeo Institucional: Taser Brasil

Vídeos  Treinamento – 3º BPM / Arapiraca – Abr09


Reduzir letalidade, para quê?

5 de março de 2009

Como se mede a eficiência de uma polícia? E seu poder frente ao crime? Uma boa forma de medir seria: quantos ela é capaz de matar? Em todas as ocasiões de policiamento, é uma arma como fuzil a melhor alternativa? A polícia do Rio mata mais que a paulista e gaúcha, logo a situação do Rio é a mais controlada? Muitos responderiam e essas questões, assim:

“Não podemos dá mole para bandido, esse negócio de arminha não-letal é coisa de polícia fraca!”

Logicamente que não vamos enfrentar criminosos bem armados com flores. Mas a questão não é esse tipo de enfrentamento. Todos nós que convivemos com o dia-a-dia das ruas sabemos que acabamos tendo mais contato com a população comum do que com os “marginais” propriamente ditos. É sobre esses momentos com a comunidade que queremos falar. A hora de interceptar uma quadrilha de assaltantes ou adentrar na área dominada pelo narcotráfico, seja no morro ou na grota é outra situação.
Vamos falar um pouco sobre as situações em que envolvem aquele infrator casual, de pessoas que se consideram de bem, mas descumpriram uma regra de convivência social. Na unidade policial em que trabalhamos, por exemplo, temos “gás pimenta” (OC), mas em uma festa de rua a beira rio, nesse ano, não levamos nenhuma arma não-letal. E quando pedimos para desligar o som de um carro de um “boyzinho” – um garoto jovem e rico, ele recusou-se, seus amigos bêbados partiram para cima da guarnição. E aí? Se os membros da guarnição não sabem defesa pessoal, não tem BP, não tem gás, o que vão fazer? Usar a arma de fogo, para intimidar, ou até mesmo disparar para o alto. Esse tipo de situação deve ser evitada.

Técnica de contato: Aiki Do

Agora pense em outro caso, um deficiente mental, em crise, com uma faca na mão, se você não tem uma rede, o que vai fazer, qual é o único instrumento ao seu alcance? Pense ainda no caso de um folião no Carnaval fora de época, “doidão”, “lombrado”, “chapado”, se você não souber dá uma chave de braço, como é que vai contê-lo? Talvez com um

soco ou tapa, pois bem, quando falamos de técnicas e tecnologia não-letais não estamos falando nunca de ser complacentes com o crime, estamos apenas dizendo que precisamos usar a medida certa para cada oponente.

E se fosse um grupo de mães e seus filhos brigando por vagas na escola, se você não tiver em mente alguma coisa sobre baixa letalidade você com certeza vai até se senti impotente. Por que todos nós temos, hoje em dia, noção das conseqüências jurídicas de uma ação considerada desproporcional. Bem, é verdade, que ao julgar friamente atrás de um birô não se pesa condições e variáveis apenas sentidas pelo profissional que passou pelo fogo da situação. Mas apesar da tomada de decisão rápida que temos que tomar, há como escolher bem, se ao menos pesou em algum momento antes, o que faria em caso de uma situação parecida, ou se já tem em mente alternativas e sobre as questões legais.

Esse tema vai longe. No momento gostaríamos de expo

r quais são as alternativas de baixa letalidade disponíveis e disponibilizar link para um material técnico de autoria do tenente-coronel Wilquerson Felizardo Sandes, da Polícia Militar do Estado do Mato Grosso sobre o tema:

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Clique aqui para ler o artigo sobre: Uso não-letal da força na ação policial: formação, tecnologia e intervenção governamental

  • Agentes Químicos
  • Munição de elastômero
  • Outros equipamentos
  • Defesa Pessoal – Krav Maga
  • Defesa Pessoal – Aiki Do
  • Mediação de conflitos
  • Uso da palavra

Em oportunidades a frente vamos discutir cada alternativa dessa. Podem aguardar.


Vídeos de Tecnologia Não Letal

2 de março de 2009

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No site da Condor S.A., a maior fabricante de produtos de concepção não-letal da América do Sul, há uma seção específica para postagem de vídeos envolvendo a veiculação na mídia dos treinamentos e exposições da empresa. São reportagens da Globo, da Record, vídeos institucionais, que mostram a utilização de técnicas e tecnologia de baixa letalidade.

Vale a pena conferir:
Clique aqui para acessar a seção de vídeos da Condor S.A.