Aumenta os casos de suicídio de policiais militares

24 de setembro de 2012
Longe das manchetes, a realidade de muitos policiais militares na guerra contra o crime é cruel. Agentes com anos e até décadas de corporação tentam o suicídio. Um soldado recebe, em média, R$ 2 mil. Se afastados, eles ficam sem as gratificações e o salário cai pela metade. Nas ruas, o desafio que eles têm é grande: frear a criminalidade da maior cidade do país.
Isso gera uma média de dois policiais que cometem o suicídio por mês. Só este ano, 21 agentes se mataram e outros 24 tentaram e não conseguiram. Em 2010, foram 17 suicídio e 32 tentativas. No ano passado, 21 PMs se mataram e 30 tentaram.
A Polícia Militar de São Paulo afirmou que os PMs são avaliados regularmente por psicólogos e que dá todo apoio necessário aos agentes que apresentam problemas de saúde.
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RESPONDENDO A UM BLOGUEIRO

22 de fevereiro de 2012

http://www.salvadorpraja.com.br/2012/02/policia-militar-os-restos-pagar-da.html

Polícia Militar: Os Restos a Pagar da Ditadura

Com os levantes ocorridos na Bahia, sobretudo em Salvador, com evidências de uso da força e do fogo contra a população civil, é de se perguntar se nós ainda precisamos de tamanho poder de repressão contra os cidadãos.
Uma das heranças vivas da Ditadura Militar Brasileira, a Polícia Militar vem ao longo dos anos desgastando a sua imagem perante a população, que habitualmente os associa a um poder exercido de forma brutal e desmedida.

A existência dela em si, é contraditória, num Estado de direitos democráticos com uma constituição que preza pelo exercício da liberdade de expressão, e da liberdade de manifestação.

Era essa a mesma polícia que reprimia os movimentos pró-democracia durante o regime ditatorial, que tantas vezes entrou em choque com os manifestantes das Diretas Já!. Pois bem, o que faz essa corporação ainda hoje entre nós?

A Dissolução da PM

O jornalista André Forastieri escreveu ontem um artigo interessante propondo a dissolução imediata da Polícia Militar, e me junto a ele neste coro. Ele ainda realça, se esta é a PM que sempre cumpre as ordens do Estado quando da repressão dos civis, batendo em maconheiros e craqueiros, então que cumpra a ordem da Justiça baiana que decretou a ilegalidade do movimento grevista.

Sempre é bom lembrar, que numa manifestação a favor de direitos, poderá haver um filho/a, um amigo/a seu, ou até mesmo você próprio lutando pelo que acredita. Porque devemos admitir que tamanho poder repressor seja utilizado contra nós mesmos?

A polícia existe para servir à população, se não o faz ou abusa do seu poder, não tem sentido para continuar existindo. Nos bastará apenas uma Polícia Civil.

O senhor tem razão, o formato da Polícia Militar é uma triste herança da ditadura militar. Uma instituição criada em laboratório, em 69, com o fim temporário das Guardas Civis.  Porém não há nenhum Estado, mesmo dos mais democráticos e desenvolvidos sem um corpo militarmente assemelhado, caro colega, não há segurança sem uma força ostensiva. Nossa polícia é feita as gendermarias argentinas e francesa ou ainda feito as polícias nacionais dos nossos vizinhos. Nossas áreas rurais ainda precisam da antiga Força Pública.

Digo apenas uma coisa: a PM precisa de uma grande mudança, mas sem ela a sociedade brasileira não vive hoje. É um mal necessário. Todos nós aguentamos, 6 meses de greve de professor, 3 meses da polícia civil, uns 15 dias de greve de médico, uns 8 do transporte urbano… mas uma greve da polícia militar não se pode aguentar nem 2 dias… Será que é um orgão realmente dispensável? O senhor brincou o Carnaval? Garanto que o senhor não o faria sem a monstruosa Polícia Militar. Ou o senhor se sentiria seguro no evento com uma patrulha de 10 soldados temporários do Exército com fuzis na mão, ou melhor, com quantos agentes de polícia civil o senhor quisesse a paisana tomando wisky e Red Bull no camarote?

Agora, onde estão os nobres militantes da democracia que não veem as barbaridades de humilhação e desrespeito que acontecem dentro dos muros dos quartéis. Todo brasileiro tem o direito de trabalhar 44 horas semanais, o policial militar trabalha 56, 60 até 64 horas na semana. Não tem direito a adicional noturno, nem hora extra. Os membros da classe operacional ainda são tratados como cidadãos de segunda classe, sem direito a se expressar, pois se assim o fizerem, como o senhor está fazendo aqui no site, são presos.
Não podemos (digo nós, pois sou oficial da PM alagoana e não tenho medo de falar) – não podemos votar , direito básico numa democracia representativa, na verdade, um dever, que até o presidiário fora de seu domicílio já está alcançando. Nós somos jogados para longe de nossas casas em Outubro, para que não possamos eleger representantes.


Fico do lado de minha tropa, que tem sido seguidamente massacrada ainda pela indefinição de nossa situação perante a lei, defendemos os direitos da sociedade, que não nos reconhece como iguais, já que somos regidos por normas e regulamentos, que nos calam, prendem e nos alocam em serviços que ultrapassam, e muito, a carga horária constitucional para o trabalhador brasileiro.


Cumprimos ordens e somos formados para atuar do jeito que fizemos, não cabe hoje ser hipócrita e dizer o contrário, enquanto nos ensinam o respeito aos direitos fundamentais das pessoas em salas de aula, desrespeitam os nossos nos corredores, quartéis e nos demais momentos. Somos semi-escravos de uma sociedade que não nos reconhece como seus pares, uma sociedade que quer segurança, sem que isso signifique dela maior responsabilidade.
No caso específico, da última crise baiana, podemos perceber que existem dentro de nossas Corporações grupos que precisam ser expurgados de nosso meio. Mas as injustiças acumuladas acabam por fazer com que os demais homens e mulheres de bem os tolerem, pois não há nenhuma outra voz que seja audível para os governantes. Pois vozes como a sua, caro blogueiro, não se levantam contra essas injustiças que ocorrem todos os dias com brasileiros, tão cidadãos quanto você. Nisso nos perturba, um ministro de Estado, nivelar todos por esses exaltados e criminosos, bandidos vestidos de farda.
Dos dez mil que pararam, a maioria esmagadora é de pais e mães de família, de bons filhos e filhas, que fizeram concurso para ter um emprego seguro, gostariam de ter outras condições de trabalho, mas quando na polícia chegaram, lá já estava montado um sistema do qual não conseguiram se desvencilhar.
Mas amigo blogueiro, “os homens de terno” não vão aceitar sua sugestão, não sabe porque, é justamente esse sistema de opressão interna, que por vezes extravasa em excessos e abusos para com as comunidades mais carentes, que garante o domínio das chefias, que compradas e absorvidas pelas benefices dos governos, pode cumprir fielmente tudo aquilo o que lhes é determinado. Você é doido, homem… sem esses mini-exércitos particulares como você acha que os políticos estaduais e municipais vão viver?
Como um deputado teria seus capangas, sem a Polícia Militar? Como um prefeito poderia exigir algo de um comandante local se os policiais tivessem bons salários de verdade e não dependessem de migalhas? Será mesmo que sociedade quer uma polícia que a fiscalize de verdade? Será que os médicos, donos de clínicas querem ser fiscalizados em suas consultas fantasmas para o SUS, os diretores de escolas em suas compras de merenda, os jornalistas em seus acordos com prefeituras e empresários para divulgarem notícias não tão idôneas? E certos  juízes que vendem sentenças, que tal dissolver os tribunais, o congresso, as câmaras municipais, inclusive os grandes conglomerados da mídia que servem aos desmandos do país?

Posso lhe garantir amigo blogueiro, você está apontando sua metralhadora crítica para o lado errado.
Uma Polícia civil já, uma que trabalhe e fiscalize tudo isso. Uma que não tenha o choque para acabar com as greves dos outros e que possa ela mesma fazer greve!


GM: FTP – O alvo da proteção da Guarda Municipal

10 de outubro de 2011

O alvo da proteção da Guarda Municipal

?

A quem se dirige os esforços desprendidos pelo guarda municipal em sua atuação?

Aos governantes, à comunidade, à defesa dos símbolos e bens estatais ou a eles mesmos? Essa resposta aponta o alvo de proteção da Guarda Municipal e sua busca pela consolidação como instituição.

Polícia de Estado

Se partirmos do pressuposto que vivemos em um Estado de Direito, então as instituições estatais precisam servir de instrumento de manutenção da ordem pré-estabelecida. Ordem esta criada, mantida e controlada apenas e tão somente nos moldes da Lei (ADPESP 2008). Então a polícia e todos os demais órgãos públicos de segurança devem ser Polícia de Estado. Condição geralmente desejada no meio jurídico. Trata-se de uma polícia de características mais permanentes, mais autônoma, não se submete aos intentos dos governos transitórios.

Apesar de ser uma condição esperada, defender os bens estatais e o patrimônio público, levado ao extremismo, faz com que se corra o risco de agir com formalismo em demasia, levando em consideração a lei como letra seca. Perdendo a capacidade de por em prática o bom senso da flexibilidade que é exigido no trato com pessoas.

Polícia da Sociedade

A questão é que não vivemos apenas um Estado de Direito, mas um Estado também Democrático, ou seja, que o poder se origina do povo, que mediante uma gestão participativa, opina sobre as decisões a serem tomadas sobre as políticas públicas. Uma polícia que se volta para o cidadão, vendo-o como usuário ou cliente, chama-se: Polícia da Sociedade ou polícia cidadã, focada em proteger as pessoas.

Um problema decorrente do extremismo de perceber o cidadão como cliente, é entregar a pessoas que não tem conhecimento técnico sobre os assuntos de segurança tamanho de influência e decisão que elas mesmas não sabem como lidar. Além de se ter ciência que grupos economicamente mais fortes sempre têm poder de voz maior e esses podem capturar as rédeas da polícia, privatizando-a a serviço de interesses particulares.

Polícia do Governo

Sendo a polícia e todos os órgãos de segurança semelhantes a ela, um braço armado a que deveria está a serviço dos interesses públicos, os quais estão sob a gestão de pessoas empossadas de cargos no governo, ela – a polícia – acaba sendo usada como mero complemento condutor dos interesses do eventual e temporário dirigente no poder, não passando de mera fórmula para atingir, camuflados em atuações de interesse público, objetivos políticos, e outros, distanciados da sua verdadeira atribuição (ADPESP 2008).

Essa é uma distorção comum enfrentada por órgãos de segurança pública e a Guarda Municipal também pode sofrer esse desvio de função. Quando isso ocorre se diz que este órgão se segurança é uma Polícia do Governo. É normal que a linha partidária do governo indique caminhos diferentes para a gestão desses órgãos, conforme o plano de governo planejado, mas quando isso dá lugar à “politicagem”, fins meramente eleitoreiros ou de nítido benefício de grupos de poder, a polícia passa a ser servil e subserviente (Folha do Bico 2011) a interesses de pessoas que detém o poder, agindo como instrumento para atingir os oponentes políticos.

Gestores que levam a cabo perseguição política dentro das repartições perdem uma grande oportunidade de melhor servir à sociedade, que por fim, quando satisfeita, é a garantia da permanência em cargos eletivos e comissionados.

 

Estado policial e outras distorções de função

Quando uma instituição cresce o suficiente e se firma com sua dinâmica interna própria, com valores e visões do mundo compartilhadas entre seus integrantes, tudo o que acontece dentro dela passa a ter tanta ou mais importância do que os fatos do mundo externo. Quando uma polícia chega a essa situação, ela se volta para si mesma, desprezando os interesses de quem são a razão primeira dela existir. Nesse ponto floresce o corporativismo, em que qualquer um fora daquele círculo de relações, seja do governo ou do povo são tratados como estranhos e potenciais inimigos. O avanço dessa situação é quando integrantes dos órgãos de segurança chegam ao governo e compelem a formação de um Estado Policial, em que todos são fiscalizados e submetidos a condutas policiais que são até mesmo ilegais. A polícia deixa de solucionar os problemas da segurança, promovendo paz e passa a ser um dos instigadores da violência (Zaverucha 2003).

Outra distorção pode surgir quando no choque de interesses entre os integrantes da instituição e os representantes do governo, em meio à luta de classe por condições melhores de trabalho, benefícios sociais e trabalhistas, fazem com que o órgão de segurança preste o serviço público em segundo plano, na espera de resultados das negociações que nunca tem fim. É a população quem sofre com a apatia dos integrantes da instituição, que não se acham recompensados o suficiente para se dedicar aos problemas da sociedade.

Todas essas distorções ocorrem simultaneamente, com a alternância entre fases em que se destaca uma ou outra situação. Qual dessas realidades vivencia a instituição que você faz parte? A quem se dirige o trabalho desempenhado pela Guarda Municipal da qual você é integrante?

!

             No atual contexto brasileiro de Estado Democrático de Direito, considera-se a Polícia do Governo, o Estado Policial e o corporativismo extremado como situações perniciosas e incompatíveis. Parece que o acertado hoje, é uma combinação entre uma Polícia de Estado com atuação cidadã.

 

Gráfico 3 – Valoração entre os tipos de polícia por foco de atuação*

 

* – Elaborado pelo autor

Pense
nisso…

Compreendendo essa dinâmica, a quem está dirigido o trabalho da Guarda Municipal, o guarda, principalmente o concursado ou o efetivo, pode mais facilmente dirigir seus esforços para ações que beneficiem a comunidade local de uma forma geral. Vencendo obstáculos temporários inerentes ao relacionamento interno à instituição. Ajudando até mesmo seus próprios superiores a compreenderem, que todos juntos trabalhando para um objetivo melhor, vai inevitavelmente refletir nas vidas e no cotidiano de todos.Independentemente se seus superiores já conseguiram ou não entender isso, em relação ao alvo correto da proteção, é preciso lembrar que um órgão público ou uma empresa privada, sem organização e comando não funciona bem, ou seja, mesmo que por algum motivo ou algo na inspetoria, chefia, comando ou secretaria não lhe agradem, este é o corpo dirigente da sua instituição, precisam ser respeitados e nos momentos críticos, acima de tudo, precisam ser obedecidos.

Creia que sua lealdade e esforço serão vistos e pelo menos lhe darão a oportunidade de ter suas opiniões ouvidas pelos seus chefes. Com certeza, um tipo de pessoa que eles não ouvirão, é o revoltado, desobediente que só sabe criticar.

 

Créditos>

Sumário>

Referências Bibliográficas>

Como citar esta fonte:

LIMA, Wagner Soares. Funções, Técnicas e Procedimentos de Guarda Municipal: Construindo uma identidade institucional. Arapiraca: 2011.

 


Servimos com prazer, mas não para sermos “sacos de pancada”

22 de julho de 2011

Estou muito satisfeito, pela primeira vez vi a Festa da Juventude dar certo, em termos de organização, contudo, ironicamente a comunidade local sentiu falta da liberdade de diversão sem controles, sentiram falta do seu som que animava as baladas, mas gostaram da ausência do som do vizinho que os deixava dormir quando queriam. Sentiram falta da bebida quente servida em taças de vidro, porque ostenta sua riqueza, mas gostaram de saber que ao fim não haviam tantas garrafas que servissem de arma contra seus filhos. Sentiram falta da cocaína e dos inalantes que não conseguiram chegar com a mesma quantidade e preço baixo de antes, mas elogiaram, a presença constante da polícia.

Fico profundamente inconformado, que digam: “parabenizamos o trabalho de todos, inclusive da polícia, porém algumas ações da polícia foram excessivas”. Bem, tais ações, que antes não foram tomadas por omissão, incompetência ou medo, formaram-se um fator crucial para o êxito. Agora os agentes, que tiveram pulso suficiente para dizer todos os “não” necessários, principalmente para a classe abastada, afilhados de políticos, serão provavelmente crucificados.

Fiz meu trabalho e cumpri meu dever, se alguém vai lograr pontos com isso, bom para quem quer que seja. Estou pronto para servir, mas não para ser “saco de pancada”. Fico do lado de minha tropa, que tem sido seguidamente massacrada ainda pela indefinição de nossa situação perante a lei, defendemos os direitos da sociedade, que não nos reconhece como iguais, já que somos regidos por normas e regulamentos, que nos calam, prendem e nos alocam em serviços que ultrapassam, e muito, a carga horária constitucional para o trabalhador brasileiro. Cumprimos ordens e somos formados para atuar do jeito que fizemos, não cabe hoje ser hipócrita e dizer o contrário, enquanto nos ensinam o respeito aos direitos fundamentais das pessoas em salas de aula, desrespeitam os nossos nos corredores, quartéis e nos demais momentos.

Somos semi-escravos de uma sociedade que não nos reconhece e como tais, estamos felizes em servir, somente gostaríamos de não sermos agora usados como “bode expiatório”, único alvo de crítricas.


Bem, eu não achei graça!

22 de maio de 2011

Se ele riu, é porque de algum modo, isso é muito engraçado para ele. Talvez, nossos interlocutores estejam conversando algo diferente com o governo do que vociferam nos carros de som… Quem sabe!

Agora me digam: é palhaço quem rir ou de quem se ri?


Escalados: Sgt Pincel, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias

16 de maio de 2011

Será que já virou uma grande palhaçada?

São Mussum e São Zacarias nos defendam e nos guardem, pois por aqui na terra do Dedé e do Didi, está uma palhaçada só.

Ninguém se submete a uma autoridade, entregando parte do destino de sua vida, sem que se sinta amparado por uma proteção. O que advém de um senso de justiça. Sim, sim, hierarquia e disciplina são pilares, não só do militarismo, mas de inúmeras instituições, dizem que até dos céus eles são fundamentos. No entanto, justiça, retidão e camaradagem são princípios necessários para lidar com essa massa humana, que a contragosto de alguns palhaços, não são máquinas, nem escravos.

Se apesar dessa falta de sintonia, o precisar instiga ao contentamento para com o salário, hoje, esse estando defasado, o que mais segura a situação? Talvez, um sentimento de dever, de missão. Esse há muito, ruído gradativamente pela inércia estatal frente a violência, pela ausência de políticas públicas, que fazem o problema desembocar como criminalidade irremediável na ponta em que só a polícia é responsabilizada. Era necessário ensinar a encarar o problema da criminalidade por outros ângulos e não somente o míope estandarte da caça aos bandidos e do extermínio dos impuros.

Bem, se não tem justiça, não tem salário digno e compatível com os esforços desempenhados, se nem a missão se pode cumprir, o que resta? (…) E ainda tem cabeça de jerico acreditando que sua caneta e o regulamento seguram tudo isso, pobre infeliz…

 

Faz me rir, Renato Aragão!

Melhor era acreditar como criança, que entre o Sargento Pincel e seus comandados, tudo não passava de uma brincadeira.



De alma lavada

7 de abril de 2011

É assim que nos sentimos, ao ouvir o Major Burity, de alma lavada. Não é possível que ninguém mais tenha coragem de dizer a verdade. Eu repudio esses “palhaços”, que usam o sindicalismo partidarista apenas para ser do contra e justificar sua falta de vontade de trabalhar. Mas ouvindo o major, nós nos congratulamos porque gostamos do que fazemos, mas estamos extremamente decepcionados com tudo o que está acontecendo.

Logo abaixo está o vídeo da Globo News, com o depoimento de Burity e em seguida alguns comentários recebidos via e-mail, no final um trecho da carta que fez o mesmo Burity, na época capitão ser preso em 2005.

Durante incêndio em um pavilhão de artesanato em Maceió/Alagoas, faltou viatura para operacionalizar o abastecimento de agua para apagar o fogo. O Major Burity, um dos militares mais conceituados do Corpo de Bombeiros de Maceió falou o que pensa sobre as políticas de governo do Estado de Alagoas e por conta disso foi preso. O bombeiro não tem outra missão, se não, SALVAR VIDAS. Por isso, nós bombeiros de Alagoas, pedimos encarecidamente a todas as pessoas de bem do nosso Brasil, que estão cansados das politicagens de nossos governantes que passem esse video adiante. Caso você já tenha sido salvo pelos Bombeiros, ou até mesmo pelo proprio Maj Burity, coloque seu depoimento e passe a frente. Pois para que o homem mal prospere, basta que os homens bons não façam nada.


Abaixo está o vídeo com o depoimento do Major, NAO É VIRUS, assista e forme sua opnião se você deseja denunciar o caos que vive Alagoas ou prefere compactuar com a tentativa de censura do Governador Teotonio Vilela.

Se você é jornalista e sofreu com a censura, PASSE ESSE EMAIL ADIANTE!!!
Se você já foi salvo pelo corpo de bombeiros ou teve algum parente salvo, PASSE ESSE EMAIL ADIANTE!!
Se você não aceita mais tanta enrolação e descaso dos governantes no Estado de Alagoas, PASSE ESSE EMAIL ADIANTE!!!!

Pois dessa forma estaremos mostrando nossa solidariedade a esse GUERREIRO, FORÇA BURITY!!!

Depoimento do Presidente da Assossiação dos Oficiais Militares de Alagoas:

“O major Buriti não ofendeu ninguém, simplesmente foi a voz de muitos bombeiros que querem falar e não têm coragem. A situação está insustentável, trabalhamos numa estrutura sucateada e se ninguém colocar a boca no trombone, nunca mudará. Não existe um Corpo de Bombeiros com dois carros tanque, apenas. Se tiver um problema mais sério em Maceió a sociedade estará totalmente desprotegida. Ele explodiu porque ninguém aguenta mais. Estamos por um fio”

Abaixo colocarei a carta feita por esse mesmo Major, onde denunciou já em 2005 o descaso do governo com a estrutura de Segurança Pública.

Em 2005, inconformado com a falta de investimentos na corporação, ele enviou um e-mail às redações dos jornais e TV’s fazendo uma espécie de ‘desabafo’.

No e-mail, ele fez a seguinte declaração: “Jamais conseguirei explicar a sensação de ser acordado a qualquer hora, tempo ou local para cumprir o meu juramento e pedir a Deus que, caso venha a morrer, seja salvando uma vida. Jamais conseguirei entender por que tenho de passar pela frustração de não conseguir explicar a meus homens o motivo pelo qual, num investimento de 10 milhões de reais em viaturas, não virá nada para o Corpo de Bombeiros. Jamais conseguirei explicar para meu soldado o porquê de num incêndio ele precisar revezar o capacete e respirar fumaça ao invés de ter o seu próprio equipamento de segurança, e quando passar mal ser atendido nos corredores lotados de um hospital”, disse ele.

E continuou: “Jamais conseguirei explicar para os meus homens o motivo pelo qual, em uma noite de futebol, onde a milionária Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresenta seus milionários craques, o Estádio Rei Pelé passa por uma reforma de 500 mil reais, enquanto o sargento Everaldo começa a enfrentar o câncer de pele adquirido nos 29 anos salvando vidas nas praias e sabendo que com muito menos que 500 mil reais eu construo postos cobertos e protejo aqueles que se orgulham de enfrentar a natureza para salvar vidas”, diz outro trecho.

E o militar também falou das condições de trabalho nos grupamentos bombeiros do interior do Estado: “O nosso pessoal também sofre muito no interior, geralmente eles não têm nem fardamento e têm de superar todas as dificuldades estruturais, como a falta de equipamento e de condições de trabalho”, completou.

Depois da divulgação do e-mail, Carlos Buriti, que à época, ainda estava na patente de capitão, ficou detido por cinco dias no quartel geral do Corpo de Bombeiros. Após esse prazo, ele ganhou liberdade pelo então decisão do juiz da Vara Militar James Magalhães, hoje desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas. Em seu despacho, o magistrado afirmou que a prisão do oficial era “ilegal” e “imoral”.