Violência, conflitos e crimes nos Câmpus Universitários: Subsídios para a política de segurança da UFG

20 de maio de 2017

O objetivo do levantamento quantitativo foi o de identificar e analisar as ocorrências relativas a conflitos intersubjetivos, crimes e contravenções nos câmpus da UFG, incluídas as regionais (situadas em Catalão, Jataí e Cidade de Goiás) que tenham sido registradas tanto no âmbito interno da Universidade, quanto em delegacias de polícia competentes para averiguar crimes e contravenções na região em que os câmpus se situam. Decidiu-se utilizar os dados disponíveis na UFG e na Secretaria de Segurança Pública de Goiás, observando-se duas séries temporais: 2005 a 2007 e 2011 a 2013. A definição do recorte temporal se reporta à necessidade de verificar as ocorrências e os registros de crimes e violências considerando a expansão tanto do espaço físico, quanto da oferta de vagas e de cursos, ocorrida no âmbito da UFG, após a implantação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI, criado pelo Decreto nº 6096, de abril de 2007 e implementado pelo MEC, cujos impactos na UFG passaram a ser sentidos sobretudo a partir de 2008, uma vez que a universidade aderiu ao programa em outubro de 2007. A primeira série temporal é imediatamente anterior à implantação do programa e a segunda, três anos após a sua implantação

https://www.ufg.br/up/1/o/Relat%C3%B3rio_Sint%C3%A9tico_NECRIVI___revisado.pdf

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Segurança orgânica nas universidades federais: Pernambuco em perspectiva comparada.

20 de maio de 2017

Dissertação de Mestrado de Armando Luís do Nascimento (Superintendente de Segurança Institucional da UFPE),  no Programa de Pós Graduação em Gestão e Pública para o Desenvolvimento do Nordeste, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2006.
Sob orientação do professor Jorge Zaverucha.

Resumo:
Este estudo buscou comparar as seguranças orgânicas de oito universidades federais, localizadas em quatro Regiões brasileiras, e por apresentarem uma estrutura orgânica de formas diferenciadas. Algumas das universidades pesquisadas contavam nos seus quadros, com apenas operadores de segurança da própria instituição, devidamente capacitados; outras adotavam uma composição híbrida, constituída de operadores do quadro, complementadas por segurança privada. Somente uma universidade pesquisada que adotava o subsistema de segurança eletrônico, uma vez que em seus quadros não existiam operadores de segurança. O objetivo principal do estudo foi verificar quais os critérios que prevaleciam na escolha de um modelo orgânico próprio ou terceirizado, feito pela administração universitária. Um outro objetivo foi verificar o papel complementar de segurança orgânica em relação à segurança pública, considerando a realidade das principais cidades brasileiras, onde se constata uma grande preocupação dos cidadãos com a segurança das pessoas e de seus patrimônios, face ao crescimento da violência. Este sentimento de insegurança da população perante a violência e o fracasso do Estado em cumprir o seu papel previsto no art. 144, da Constituição Federal, de garantidor da segurança pública, chegou às universidades federais. Da análise dos depoimentos colhidos dos gestores de segurança das oito universidades federais, verificaram-se detalhes relevantes, valendo a pena destacar alguns como: número da comunidade universitária, número da população residente no entorno que utilizam a universidade, número de favelas localizadas no entorno da universidade, número insuficiente de operadores de segurança que compõem o sistema de segurança interno, a ausência de uma modalidade de gestão profissional que utilizem os operadores na função segurança e não como uma atividade segurança, e a falta de uma política pública de segurança integrada com o sistema único de segurança do Estado. No entanto, a pesquisa deixou comprovada que se torna imprescindível à adoção de modelos de gestão flexíveis e participativos, isto é, menos hierárquico e mais horizontais, que envolvam a participação de todos os usuários e demais interlocutores nas negociações, decisões e ações desenvolvidas

http://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7777