Desabafo de um policial militar

Nasci para ser militar. Aprendi a ser policial. Não sou assassino pago, nem sou ladrão. Tenho sede de justiça. Sou movido por fazer algo que ajude pessoas e me desenvolva como ser humano. Não sou orientado por dinheiro, apesar de recebê-lo para satisfazer minhas necessidades.

Estou extremamente cansado. E o meu cansaço vem de uma profunda decepção, mas tudo isso agora se converte em uma paixão, tão forte que se aproxima ao ódio, tento controlá-lo, mas o deixarei extravasar em ação, em luta, em coragem para desafiar.

Só me vejo lutando sozinho. Levanto bandeiras pesadas. Ainda grito por princípios morais.

Chega! Os bons são os ladrões. Os bons são os assassinos. Os espertos são os que passam por cima dos outros a qualquer custo. Ainda serei o único a abrir a boca? Meu Deus, onde estão os outros sete mil que não se curvaram diante de Baal?

Eu quero ver funcionar. Não desejo tomar o lugar de ninguém. Só quero cuidar de minha família de forma honrada. Só pego o que é meu. Meu pai me mostrou assim, assim minha mãe me ensinou, à base de pisa: o que é meu é meu, o que não é não me interessa. Não sou santo, mas ainda não perdi a vergonha na cara.

Eu estava dormindo. Mas agora acordei! Saiam da frente, os hipócritas e os usurpadores. Chegou a hora. Eles trapacearam desde o ingresso e achavam que nada iria lhes acontecer. Extorquiram a população achando que essa era sua paga. Continuam mentindo e bajulando para sobreviver. Manipulam os fatos ao seu bel-prazer. Riem da massa de manobra, gado seu. Não tem cara, nem rosto, como camaleão se camuflam. Raça de víboras!

Há um povo que está pronto para se levantar. Levantem ossos secos, ganhem vida novamente. Retornem a sonhar, a vislumbrar dias melhores e marchem! Desbanquem os usurpadores e trapaceiros, pisem com pé forte até esmagá-los. Não tem misericórdia para quem só sabe fazer o mal.

Meu pai é militar meu avô era inspetor de quarteirão. E eu ainda sei que polícia é polícia. E bandido é bandido. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa (entenda quem puder). Nada de todos por um…. agora é todos por todos. E aí do um que se colocar na frente!

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