Policial, desumano ou desumanizado?

O intenso processo de descidadanização e desumanização sofrido pelos policiais desde a formação e durante todo período de serviço e agravada ainda mais no desprezo da inatividade, são catalisadores para gerar dentro desses “profissionais” uma completa insensibilidade para com os sofrimentos do verdadeiro povo sofrido desse país, aos quais a atividade de polícia primeiramente teria que os ter como beneficiários, já que dizem ser uma sociedade organizada nos princípios democráticos. Alguns enxergam, mas estão imobilizados e amordaçados, sem poder dizer a verdade. No fim, temos indivíduos robotizados mais suscetíveis a um controle mecânico, para mecanicamente servirem de rolo compressor sobre a comunidade. E nisso tudo, pobres infelizes não percebem, que assim como a periferia sofre também sofre o não-cidadão policial.

Nossa luta, não é por uns malditos sanguinários e corruptos empregados de um sistema de opressão que se instrumentaliza pela desigualdade social. Não somos apenas 400 mil agentes do Estado. Não somos apenas 400 mil brasileiros, que sofrem tal qual o restante do nosso povo. Somos 400 mil famílias em todo o país, chefiadas por trabalhadores fiéis, que se possível viram noites uma a trás da outra entre o emprego e a viração (bico), para dar a essas mesmas famílias, tudo aquilo que já se paga nos impostos. Essa é a força dos policiais militares no Brasil, não são 400 mil homens armados, são no mínimo um milhão e meio de pessoas entre maridos, esposas e filhos que unidos podem mudar a forma de tratar a comunidade para passar a cobrar uma forma mais humana de ser tratado.

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