II Enccult – Uneal / Ifal

Inscrito o trabalho, A quem se dirige o trabalho da polícia: Novas exigências de foco de atuação e as distorções clássicas, foi aceito e apresentado na manhã de quinta-feira, dia 29Nov12, no segundo Encontro Científico e Cultural do Campus de Santana do Ipanema da Uneal e do Ifal.

Segue algum material para complementar o debate.

Post original do artigo

Slides de Apresentação

Artigos, Livros e Monografias

Direitos humanos nas representações sociais dos policiais / Organização, Célia Rique e Maria de Fátima de Souza Santos; Prefácio de Pedrinho Guareschi; Posfácio de Marcos da Costa Lima. Recife: Bagaço, 2004.

POLÍCIA E VIOLÊNCIA: representações sociais de elites policiais do Distrito Federal / MARIA STELA GROSSI PORTO in SÃO PAULO EM PERSPECTIVA, 18(1): 132-141, 2004.

Cultura de polícia: Cultura e atitudes ocupacionais entre policiais militares em Belo Horizonte / Almir de Oliveira Junior. [Tese] Belo Horizonte: UFMG, maio de 2007.

Polícia e democracia: desafios à educação em direitos humanos / Paulo Sérgio da Costa Neves, Célia D. G. Rique e Fábio F. B. Freitas (organizadores); prefácio: Sérgio Adorno; introdução: Paulo Sérgio da Costa Neves. – Recife: Gajop; Bagaço, 2002.

 

// Entenda porque, apesar de identificar qual modelo queremos para nossa polícia, a reforma dela para essa direção não será fácil, quase improvável:  Democracia um elemento ainda artificial no modelo policial brasileiro //

 

POR QUÊ? A Polícia Militar é um resquício da Ditadura!

Então aquela Instiuição que deve promover a estabilidade da ordem público, dentro dos limites da legalidade, possui em seu cerne sérias disfunções, de cunho técnico-administrativo e da cultura, que permeia as relações interpessoais, que compelem seus membros a uma convivência hostil aos ideais de liberdade democrática.

 

A DITADURA MILITAR NÃO ACABOU!  ESTÁ NA ACADEMIA ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DO CEARÁ

 

Zaverucha e sua implicância: será que ele está certo?

Na verdade, estamos sendo enganados. Não se sabe se pelo Estado ou pela própria sociedade. Uma reformulação na instituição policial tem de ocorrer; também, na sociedade. Discutir a “aparência” da instituição policial não resolve. Urge mergulhar nela. Ouvir a totalidade de seus componentes para, assim, construir outro modelo de polícia.

 

Manifesto, porque suscitar esse tipo de debate na Academia?

Trouxe o tema, por mais que possa se deslocar do eixo cultural ou das áreas majoritárias, aqui explanadas, do campo científico, pois a Uneal, que pretende alcançar uma maioridade, como agente de integração Estadual, lidando com problemas de nosso povo e de nossa terra, não poderá ficar longe dessas lutas por uma sociedade alagoana mais livre e desenvolvida. Sei que a Uneal, sofre tanto quanto outras Instituições do Estado, pela falta de autonomia e pela desvalorização, que beira a um pensamento de desprezo e insignificância, visão que certos segmentos da cúpula governamental compartilham e por isso acabam por conduzir a uma dilapidação proposital, mas sutil.

Vim, porque a Academia costuma ser berço ideológico de profissionais militantes, que ao olharem para o passado recente e obscuro de nossa nação, sentem-se aliviados pelas maiores lutas já terem sido vencidas, mas de alguma forma, não sabem explicar, sentem-se incomodados. Isso é simples de entender, a atual classe acadêmica, sobretudo a estudantil, apática, do jeito que a grande mídia de massa deseja, não percebeu que as lutas não terminaram.

Na verdade, grandes símbolos congregadores dos esforços militantes, sucumbiram aos apelos do poder e do dinheiro. Estão mascarando, o que é fato: o Brasil não mudou o suficiente. Fez como no setembro de 1822, mudou o primeiro nome do dono, mas manteve o sobrenome exploratório do povo realmente trabalhador. Estão suplantando o ânimo de luta por melhorias da nova geração do país, esta geração cresce vendo os renomados militantes, dizendo que estão fazendo, agora no governo, tudo aquilo que é possível para empreender as mudanças tão almejadas, não precisam se preocupar, há planos para distribuição de tudo: energia, renda, educação etc.

Estourou recentemente uma crise na segurança de São Paulo, mas as chefias diziam: “está tudo sob controle”. Não há nada sob o controle de uma elite estatal que pretende construir muros de gesso, bonitos, alvos, lisos e frágeis. São úteis desde que sirvam para aparentar solidez e conter as massas em suas vidinhas do cotidiano.

Não vai haver futuro profissional numa sociedade consumida pela violência, não haverá felicidade num caos de desordem moral, como vocês pretendem constituir famílias e educar seus filhos, onde a qualquer momento poderão sofrer o duro golpe do crime praticado por outro jovem, que bem ali, naquelas casas a frente, ou ali a trás, às margens do rio Ipanema, vivenciou um contexto que não conseguiu gerar, daquelas distribuições de benéfices governamentais, um resultado social favorável.

Quando esse caos chegar a porta de vocês, qual polícia irá lhes defender? A cidadã não conseguirá conter a onda de violência, em curto prazo. O policial, cidadão de segunda classe, não vai consegui distinguir entre você, bom trabalhador e o marginal, o qual devemos chamar de “fora da lei” ou “fora da escola e sem emprego”? Será uma Polícia do Governo, azul ou vermelho? Será uma Polícia voltada para si mesma, que pouco se importa com que ocorre fora dela?

Senhores e senhoras, é como o caso da Educação Básica, apesar de todas as crianças estarem supostamente na escola, qual é a escola que está preparando esses futuros… profissionais? Cidadãos? As polícias brasileiras arrancam de dentro de nossas famílias moças e rapazes, através do entusiasmo da ação do combate ao crime, da estabilidade do servidorismo público e do salário certo. E os deformam, desprofissionalizando-os e descidadanizando-os.

O aborto de nossas escolas e as nossas polícias, portanto, formam com ausências e excessos agentes que se rivalizarão, lá na frente. A dor do presídio tem unido aqueles que entram nesse enredo do lado oposto ao da polícia, quem salvará os jovens que se encontram aqui desse lado, juramentados a uma dedicação pela defesa dessa sociedade?

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