Profecia (Briosa: depravada e corrompida)

Pode parecer até doidice, mas quando li achei que de certa forma transmitiu o sentimento geral, só digo que o autor deve achar que fala com Deus!

Briosa

Depravada e corrompida,
és como mulher de idade avançada
que quando mais nova deleitava-se nos braços de vários amantes.

Outro ofício não sabes fazer, a não ser meretriz.
Mas sendo velha e decadente, quem há de te querer?

Tornaste-te num grande estorvo, teus patrocinadores te querem pelas costas. E ainda como rapariga insistente, permaneces aos pés deles.

Briosa da estrela radiosa, sem brilho e sem poder. A pouca força que conservas vale apenas para oprimir seu próprio povo.

Tem espelho na tua casa? O que vês nele?
Fingida tu és, ou enganada estás, porque dizes ver algo bom e belo.
Não sabes como te veem, mas te direi, como quem de fora te percebe.

Não és um exército, és um bando, uma patota de ladrões. Uns “come e dorme”, corruptos e preguiçosos.

Os que dizem fazer, roubam e matam.
Os que dizem: não roubamos, nem mantamos; são parasitas de bucho grande e cabeça pequena.

Isso, isso mesmo. Os que ainda tem força para lutar, corram para missões, corram o país e o mundo. Sejam mercenários de outros. Posem alguma decência, dissimulem sua origem. Não repliquem os mesmos erros lá fora. Fujam por algum tempo. Mas logo terão de voltar e por aqui ainda pior estará.

Mas tuas maldades estão perto do fim, tua ruína logo por todos será vista.
O que pensaste!? Que durarias outro século? Achas que cento e tantos anos é muita coisa, o bastante para justificar tua existência perpétua? Não sabias que impérios inteiros, com muito mais tempo que tu, caíram e não subsistiram?

És velha de idade, mas nunca passaste dos pensamentos infantis.

Larga o osso, cão “Sarnento”.
Aquele que resistir em segurar sua posição a terá tomada e com nada ficará. Mas aquele que se subjugar, dignidade ainda terá, para a outro servir.

Não adianta resistir, decretado já foi o teu fim. Como espólio, prostituta, lhe entregarei. Será rasgada e desnudada pelos teus novos donos.

Entregai as estrelas que estão em vossos ombros, ou então mandarei que vos arranquem elas e as vossas vestes também. E que vos esbofeteiem e cuspam em vossos rostos.

Príncipes dos ladrões,
Conselho dos inocentes,
raça perversa,
almas sebosas,
ouvi,

Atentos ficai, pois o que há de acontecer vos será dito, para que se envergonhando de vossos males, entre vós alguém acorde e se arrependa.

Filho, não foi isso que te ensinei, não foi por este caminho que te orientei seguir. O que te fizeram? O que foi dito por esta vagabunda, que te seduziu, ao ponto de não mais me ouviste?

Lembro-me bem, clamavas a mim por justiça. E injustiças piores praticaste. Não te quero mais entre eles. Minha decepção é te ver andando de mãos dadas com esta rapariga. Tu não és um pedinte e ainda que foste, em melhor situação estaria.

Não digas: “outra coisa não sei fazer”. Mostrar-te-ei o que deves fazer e ainda que te orientasse a ficar mais algum tempo, seria para condenar essa infeliz.

Para quê tanta faculdade, se vos falta inteligência?
Essa frenética maratona do quartel à cidade dos universitários não vos livrará do peso de vossa responsabilidade.
Aprendeis tanto direito para fazer tudo Torto.
Aprendeis o que é humanitário para logo em seguida compactuarem com o desumano.
Pensam em ser comunitários sem comunidade alguma.

Deixai de dissimular, instituam cursos do que realmente sabeis fazer de melhor:
a estratégia do mal,
táticas sutis de extorquir,
policiamento descoordenado,
gestão inóqua,
saturamento alcoolico…

Assim não precisareis preparar muito, apenas precisareis narrar aos vossos aprendizes o que de costume já fazeis.

Não queres mais rir? Onde estão aqueles teus que diziam: “Faz-me rir, para que possa rir!”

Como bagaço de planta moída, estão jogados em algum terreiro. Se não forem ao lixo, irão para a fornalha queimar, eis o seu único fim possível: a destruição.

Chacais e hienas,
Cães sarnentos,
Pit Bull sanguinário sedento,
Pantera ferida,
Águia sem presas,
Caveira rachada,
Ossos secos e moídos,

Não ereis predadores violentos?
Pois agora sois presas.

Um dia vai bem o caçador, mas nesse que se aproxima, nem mais caça haverá, nem tampouco caçador.

Amarela de terror,
Arrega as calças,
Cola as placas,
Pois atordoada ficarás.

Tens fome, não ainda por falta completa de alimento, mas porque só sabias tê-lo pela rapina.
Sem roubar não sabes construir nada.

Ora, na verdade, quem disse que sabes construir alguma coisa.
Teu prazer sempre foi: matar, destruir, roubar, extorquir, tirar proveito, enganar e pisar.

Antro de perdição, chamas esses chiqueiros de quartel?!
E teus bórdeis de gabinetes…
O que os teus preparam na tua cozinha, depois de te roubarem o pedaço de charque?
Não a chames de lavagem, pois já vi porco comer melhor.

Centenária caquética, ouve um jovem ingresso teu.
Teus sábios se corrompem e a quem depositavas esperança, desfaleceram pelo caminho e sucumbiram aos teus antigos caprichos.
Mais antigos eles são, como mais cegos, mais mudos, bem como surdos se fazem.

Se aqueles que por obrigação da idade deveriam falar, calam-se. Que se abram a boca dos mais novos, mesmo com o risco a própria vida, com risco de perder o próximo fevereiro ou agosto, que se encha o alojamento da Casa do Senador. Mas que não se tenham covardes, ostentando posição superior.

Corporação degenerada, se sua irmã bandeirante se defendeu dos ataques, que permiti para que aquela outra depravada, acordasse, diferente será contigo, pois tu não terás o mesmo fôlego, pois quando tais males te chegarem, virão como tisunami após terremoto, como pneumonia depois da cirurgia.

Tu não terás força, como barata tonta te comportarás. Como instituição, como nação não terás perdão. Não retrocederei em meus desígnios. Mas aqueles dos teus mais simples, que desejarem se salvar, a cada um, que não serão poucos, mas ainda sim, não é tua maioria, a eles virei, os guardarei em separado, tirarei de ti e os salvarei.

Para receber o macho que deseja, uma fêmea abre as pernas e suplica que lhe penetre. Assim faz tu e teus filhos. Ardem em desejo por qualquer vale-esmola. Não se contém diante do ganho ilícito.

Tendes a lei na boca e iniquidade nas mãos. Vossos pés não deixam o caminho do mal um só instante.

Querem comer? Então morra de boca cheia! Comei vossos almoços mendigados a um e a outro. Comei até vos fartar, em seguida vomitai para de vosso vômito fazer alimento novamente.

Leva tua galinha, teu queijo, teus cinco reais, nojenta imunda.

Quem se levantará e assumirá sua culpa?
Porque não me aplacarei com as mesmas tralhas com que vos compram. Nada, para mim é tua carruagem de muitos cavalos, teu castelo ou tua fazenda, diz o Senhor.

Mas quero ouvir a voz de um só chefe que diga: “sim, nós erramos”.
Não o pouparei dos males, mas mostrarei algo diferente pelo meu proceder, para com ele, para que saibam, foi a vaidade dos caciques que levou a tribo a não ouvir a justiça e cada vez mais se afundarem na lama de suas transgressões.

Venham príncipes, pois estou com fome e um delicioso omelete de vossas platinas farei.
Melhor quando de difícil vista eram em vossas golas. Para que aumentaram a ostentação do posto? Pois vos digo. Tanto mais exposto, ostentaram vossa vaidade, será o peso de vossa vergonha. Caciques inúmeros, para pouco índio.

Estas palavras não são minhas, venho a vós como mensageiros, as intensões são do Altíssimo, o Deus de Amor, que me enviou. Pois ele mesmo quer fazer a transformação. Ouviu o clamor daqueles que humilhados em seu mais íntimo, choravam.

Cativos de um proceder estranho, que por mais acostumados estivessem com ele, lhes doía a alma, desesperados, sem esperança, perguntavam-se: “onde estamos? Que proceder é esse? É o que falo, é o que sei fazer. Mas não é o que realmente desejaria fazer, nem é o que eu sei ser o certo a fazer”.

A esses que apesar de terem de tudo comido, ainda sentem náuseas, o Senhor determina o dia da libertação. A esses vem com palavras doces, como um pai, dizendo: “transfigurado estás, a meretriz te pisou, machucou e te deixou cicatrizes, quase não te reconheço, filho meu”.
Sei que és tu, pois posso ver o seu íntimo, de lá ouço gemidos para ti inaudíveis, súplicas por salvação, fazes o mal, mas não se alegra nele, sabes por quê? Porque é meu filho e como eu, jamais humilharias, mentirias, roubarias e matarias, rindo, orgulhando-se ou insensivelmente dizendo: ‘é assim mesmo’”.

Tomar-te-ei a parte, separando-te deles, para que te ergas novamente, voltes a ver, que te sejam saradas as feridas, por isso não resiste, filho meu. Impunes daquilo que ainda sim fizeste, não ficarás. Recebe a correção e volta a mim. Saia do meio deles.

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