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Segurança Comunitária: abstraindo os parâmteros dos modelos implantados

Fugindo do estancamento, que pode vir a ser causado pela transposição de um modelo bem sucedido de policiamento comunitário “estrangeiro”, elencamos as características comuns entre as diversas iniciativas de aproximação dos órgãos de segurança para com a comunidade, alguns são elementos que eventualmente podem compor o conjunto de ações desenvolvidas por uma agência disposta a promover policiamento comunitário: 

  • Soluções com práticas adaptadas às especificidades locais;
  • Territorialidade e setorização, correspondência direta entre setor e agente ou equipe de agentes;
  • Cadastramento de moradores, em visitas a domicílios e a estabelecimentos comerciais;
  • Acompanhamento do usuário no pós-trauma;
  • Atendimento especial a vulneráveis e a pessoas com deficiências;
  • Estabelecimento de laços de convivência;
  • Permanência do agente na localidade e quebra ou diminuição da rotatividade dos agentes;
  • Gestão participativa, criação de fóruns permanentes e locais de acesso democrático, nos quais se escuta os anseios da comunidade e são planejadas as ações solucionadoras;
  • Empoderamento dos agentes de segurança pública, ganhando liberdade e conseqüente maior responsabilidade, para tomar decisões autonomamente;
  • Horizontalizarão de relações internas do órgão de segurança, criando espaços para ouvir os agentes;
  • Qualificação dos agentes de segurança e seleção de perfis compatíveis com a filosofia de trabalho;
  • Promoção de projetos de prevenção à violência (característica de segurança comunitária tipicamente brasileira);
  • Recondução de demandas sociais e estruturantes a outros órgãos da Administração Pública;
  • Adesão de outros órgãos públicos, coordenados pela Administração Pública para, simultaneamente às iniciativas próprias dos órgãos de segurança pública, concederem benefícios sociais e estruturantes à comunidade, tais como melhoria em serviços públicos de iluminação, pavimentação, limpeza, saneamento, educação, saúde, transporte etc.
  • Visibilidade, acesso facilitado, prestação de serviço diuturna, acesso e canal de comunicação facilitados, atendimento direto e pessoal;
  • Adoção de estratégia de gestão que priorize a eficiência, otimização de serviços e mensuração dos resultados;
  • Retorno ao contato mais próximo, com a diminuição, quase por completa, do tempo desprendido dentro da viatura;
  • A estrutura visível da presença do policiamento na área pode ser uma base (edificação física) ou uma viatura alocada exclusivamente para o setor.
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