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Democracia um elemento ainda artificial no modelo policial brasileiro

Antes de mais nada é preciso admitir que muito se fala em Democracia, mas os brasileiros de uma forma geral tem muitas dificuldades de compreender o valor primordial desse instituto. O povo através de estruturas organizadas participa das decisões sobre a coisa pública e isso não se restringe apenas ao Parlamento.

Ainda há mais dificuldades de compreensão, quando se trata da Segurança Pública, que arrastada pelo viés da Segurança Nacional se voltou para a defesa exclusiva do Estado, ente que tinha a população como potenciais rebeldes à ordem.

Baixada a nuvem de poeira da transição do regime ditatorial à democracia, alguns dos princípios esperados por essa nova realidade ainda não são visíveis nas práticas da sociedade, principalmente na dinâmica dos serviços públicos.

Não se pode esperar a plena dissociação dos órgãos de segurança da função de força armada do Estado, que age, em um plano imediato, movido pelo querer dos governantes. Mas, em um plano mais duradouro, os órgãos de segurança devem está a serviço da sociedade.

Ou seja, muito se fala em democracia, mas pouco se põe em prática. Quando era só mandar e o povo tinha que obedecer, o tipo de polícia que se tinha prestava e fazia muito bem o seu trabalho. Mas agora, que tem que provar que o dito cujo é culpado, antes de lhe dá uma boa reprimenda; agora, que a população quer saber de tudo, quer saber como o seu dinheiro é gasto, quer ter acesso aos registros e tudo mais; agora, que todo mundo tem direitos; a polícia que temos não consegue resolver os problemas, pelo menos, não da forma como fazia.

É por isso que precisamos de uma forma diferente de fazer. Mas se tentarmos fazer diferente, pensando como antes, nada vai dar certo.

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