Mediação de Conflitos

27 de agosto de 2011

Pesquisa e Material da disciplina de Mediação de Conflitos do Curso Nacional de Promotor de Polícia Comunitária.

Vídeos

•Mediação de Conflitos e Direitos Humanos
•Trabalho de mediação de conflitos comunitários no Lagamar
•Gabriela Asmar – Mediadora de Conflitos – Programa do Jô – 2 Partes
•Polícia 24 Horas
Dinâmicas

Sócio-drama: o Gato e o Rato

Dinâmica para entender a necessidade de dividir a responsabilidade pelos problemas

 

Veja o post com o Vídeo de Daniel Godri

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Por que LIBRAS para policial?

27 de agosto de 2011

Especial Acessecibilidade

Comunidade Surda/LIBRAS

Esse questionamento não será respondido apenas em um post, mas gostaria de falar sobre um dos aspectos que  compelem o policial a conhecer Libras.

Como bem nos explica o Procedimento Operacional Padrão da Polícia Militar do Estado de Goiás, há quatro motivos mais recorrentes para que um indivíduo ignore a voz de comando inicial de uma abordagem policial:

1. Ocorrência de som alto que prejudique a comunicação;

2. Gesto de desprezo, fruto de uma revolta branca. Alguém que por sua posição social ou por um de histórico contato ruim com a polícia, menospreze o trabalho da polícia. Caso de resistência passiva deliberada por sentimento de deboche;

3. Resistência passiva, causada por surpresa. A pessoa foi sabe que tem algo de errado: arma, droga ou é foragido e está planejando empreender fuga, ou criando coragem para revidar a abordagem com disparo de arma de fogo;

4.  Trata-se de deficiente auditivo. Por mais que o policial grite, ele não olha para trás. Se está olhando para o policial, fica nervoso e não atende os comandos.

 

Por isso o policial deve ter cautela. Na última situação, uma pessoa inocente pode ser vítima de equívoco grave. Promover os Direitos Humanos, para o policial de rua, não é cantar “musiquinha” ou saber a história de 1.00 anos atrás, é justamente ter ferramentas técnicas para não abusar da força, tal como Taser, gás pimenta, método Giraldi de tiro defensivo etc.

Para esse tipo de caso, na abordagem da pessoa surda, a ferramenta é a LIBRAS. Ou seja, conhecimento e capacitação. Além da busca voluntária por essa ferramenta, há também prescrição legal, que obriga os serviços públicos terem certa parcela de seus agentes capacitados para lidar com o surdo, de acordo com a Lei Federal n.º 10.098, de 19 de dezembro de 2000 e regulada pelo Decreto presidencial n.º 5.626, de 22 de dezembro de 2005.

Nas instruções de LIBRAS a policiais, sempre fazemos referência aos casos de incidentes no contato da guarnição com o surdo. Um caso emblemático foi o de Alexandre Pontes, que nasceu surdo e em dezembro de 2009, quando tinha 20 anos, ao entrar numa conveniência e teve seus gestos confundidos com o de um criminoso tentando fazer roubo. Policiais militares pararam o ônibus em que estava Alexandre e o prenderam. Veja as matérias de jornais da época, além do vídeo do Jornal Nacional:

 

Matéria do G1: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL9184-5598,00-SURDO+PRESO+POR+ENGANO+E+SOLTO+APOS+DIAS.html

Post do site Consultor Social, na seção Surdo Cidadão, comenta a prisão de Alexandre: http://www.consultorsocial.com.br/portal/br/cidadania-do-surdo.html

http://bloggerossurdos.blogspot.com/2007/03/surdo-preso-por-engano-solto-aps-13.html

Matéria da Gazeta do Povo (Londrina): Mal-entendido leva surdo-mu..

Abordagem policial a pessoas surdas: como agir?http://abordagempolicial.com/2011/05/abordagem-policial-a-pessoas-surdas-como-agir/


Dicionário de LIBRAS

26 de agosto de 2011

Especial Acessecibilidade

Comunidade Surda/LIBRAS

Para que você possa prosseguir nos estudos sobre LIBRAS é muito importante que possa elaborar mensagens, no contexto de suas própria realidade cotidiana. Precisa, portanto, adquirir um vocabulário e estendê-lo conforme há necessidade de comunicar certas idéias.

Por vezes nas aulas de LIBRAS, um sinal passa desapercebido e para revê-lo, só mesmo usando o dicionário com movimento, em vídeo.

Abaixo estão alguns links de dicionários on-line gratuitos de LIBRAS:

Lembre-se, o ouvinte busca sinais pela primeira letra do significado em português, já o surdo faz essa procura pela primeira configuração manual envolvida no sinal.

 
Acessibilidade Brasil: http://www.acessobrasil.org.br/libras/

www.dicionariolibras.com.br

(Este tem uma seção gratuita e outra paga,
há também brincadeiras educativas como bingo e forca)

 

 Dicionário Digital Libras Cristão
http://www.surdosonline.com.br/

 

 

Dicionário de Línguas de Sinais de outros países

http://www.libras.info/2010/08/dicionarios.html
 

Os dicionários são os seguintes:

    • LIBRAS
    • ASL (Língua de Sinais em Inglês)
    • LSE (Língua de Sinais em Espanhol)
    • LSF (Língua de Sinais em Francês)
    • JSL (Língua de Sinais em Japonês)

Alagoas está no topo…

1 de agosto de 2011

… no topo da lista: os piores Estados em segurança

Não querem que eu  nem ninguém diga assim, mas: continuemos brincando de polícia. Veja a transcrição do áudio da matéria, em vídeo, do Bom Dia Brasil, que foi ao ar em 25 de julho de 2011.

 Link da matéria

No mapa da violência, um lugar se destaca no Brasil: Maceió (AL). É a cidade onde os pais temem pela vida de seus filhos e os filhos choram a morte dos pais. Durante duas noites, a equipe de reportagem do Bom Dia Brasil acompanhou o trabalho de policiais na capital. Encontrou tristeza, descaso e, sobretudo, impunidade.

Anoitece em Maceió. É o prenúncio de mais um fim de semana de violência na cidade. A equipe de reportagem do Bom Dia Brasil acompanha uma noite na rotina dos policiais na sexta-feira (22), justamente quando aumenta o índice de criminalidade.

Em uma sala, há todo um sistema integrado monitoramento. Os policiais recebem as ocorrências e, da sala, partem para atendê-las. “Infelizmente, já começamos desta forma”, lamenta um policial.

A equipe de reportagem segue a viatura. Quinze minutos depois do chamado, às 20h, várias outras equipes já haviam chegado para atender a ocorrência. “Certamente com droga. O que é que ele veio fazer? Ele tinha 16 anos”, indagou Elísio Alves, pai da vítima.

De acordo com o mapa da violência, último levantamento divulgado pelo Ministério da Justiça e pelo e Instituto Sangari, Alagoas ocupa o topo do ranking da violência no Brasil. São 60 homicídios a cada 100 mil habitantes.

A equipe de reportagem do Bom Dia foi informada pela Polícia Militar que em outro local da cidade aconteceu mais um homicídio, mas a equipe decidiu ficar à espera da perícia. “Depende como está a situação lá fora. Tem casos que não demora e o pessoal chega rápido, mas tem casos que sim”, afirmou o sargento Marcos Viana, da Polícia Militar de Alagoas.

Em 50 minutos, os primeiros peritos chegam ao local. “A dificuldade é grande. Nós somos cinco peritos, no máximo, por dia para responder pelo estado todo”, conta o perito José Fernando da Silva.

A Associação Brasileira de Criminalística recomenda que a cada cinco mil habitantes haja um perito. Em Maceió, o ideal seriam 600, mas a equipe é de 40. O Instituto de Criminalística na capital também não está equipado com laboratórios de toxicologia, química e biologia, o que torna quase impossível a analise cientifica das provas recolhidas pela polícia.

“Atualmente não tem dado as respostas de que precisa. O perito tem de ter os subsídios do laboratório para confirmar ou refutar a hipótese que ele está defendendo naquele caso”, afirma Rosa Coutinho, diretora do Instituto de Criminalística de Alagoas.

Logo na recepção, o flagrante da falta de estrutura: a fiação exposta coloca em risco o funcionário. Mas este é o menor dos problemas. Um médico legista conta que muitos exames dos exames necessários em caso de homicídio não poderão ser feitos por falta de material e estrutura.

“Em relação à perícia, que eu falo, que a gente faz hoje aqui, a que se fazia há 30 anos. É basicamente a mesma coisa. A única coisa que melhorou foi a questão da identificação. Só. Mas, no exame em si, de melhorar, de poder elucidar alguma coisa, nada. Nenhuma necrópsia. Tudo o que naquela época se fazia a gente faz hoje”, relata um médico legista.

Por onde a equipe passou, constatou-se a falta de higiene. Não há espaço sequer para armazenar os corpos. “Quando não tem, a gente manda enterrar e depois desenterra. Não tem como ficar aqui”, acrescenta o médico legista.

A ausência de uma estrutura adequada levou o IML a queimar, logo após a perícia, as roupas e o lençol que enrolavam o corpo da estudante de fisioterapia Giovana Tenório, assassinada no início do mês passado. Segundo o diretor, não há onde guardar as provas no instituto.

“Quando o legista acha necessidade de recolher esse material, é feito isso e torna-se um caminho de custódia. Como não houve nesse caso, obviamente para o legista não tinham importância aquelas vestes. Para os peritos criminais, provavelmente também não, porque se tivessem teriam guardado”, explicou Gerson Odilon, diretor do Instituto Médico Legal de Maceió.

Todas essas deficiências contribuíram para que Alagoas integrasse outro ranking: segundo o Conselho Nacional do Ministério Público, há 3.944 processos de homicídio não concluídos no estado. Rodrigo Cunha é advogado e ainda sofre a dor da perda dos pais: a deputada federal Ceci Cunha e o marido dela, assassinados em uma chacina quando ele tinha 17 anos. Alguns dos suspeitos chegaram a confessar o crime em um vídeo feito pela Polícia Federal, mas todos os envolvidos permanecem em liberdade.

“Isso, para a família, é como se fosse uma faca que continua sangrando. A gente precisa, tanto para diminuir um pouco essa sensação de impunidade, que se chegue ao fechamento final desse processo e que se chegue, pelo menos, ao júri, que é o que a gente vem buscando há mais de 12 anos”, lamentou o advogado Rodrigo Cunha.

“Esta é a nossa dificuldade, porque nós temos diversos crimes para julgar. O estoque de crimes passa muitos anos para ser julgado. Isso porque nosso sistema judiciário também é pequeno. Temos também a questão da nossa perícia, que não está aparelhada para que a prova material ligue aquele criminoso ao seu ato delituoso. Por fim, nós temos também uma polícia judiciária, que é a Polícia Civil, ainda muito lenta”, declarou Dário César Cavalcante, secretário de Defesa Social de Alagoas.

O secretário de Defesa Social de Alagoas também reconheceu as deficiências da perícia. O Instituto de Criminalística afirmou que já solicitou ao governo do estado a realização de um concurso público para contratação de novos peritos.

 Link da Matéria

O comentarista Rodrigo Pimentel falou sobre a grande quantidade de crimes no Nordeste, especialmente em Alagoas. Segundo ele, o governo do estado assumiu essa condição: nunca um estado no Brasil esteve tão violento. Este número de 60 homicídios para 100 mil habitantes ele é referente à capital. No estado chega a 71. Esse é o pior número da história do Brasil.

Sem o perito não existe a prova técnica, sem a prova técnica não existe condenação e sem condenação não há prisão. Ano passado, no estado inteiro, só duas pessoas foram condenadas por homicídio. Não falamos na matéria sobre polícia na rua, estamos falando sobre a falta da investigação que gera condenações.

No Carnaval, tivemos 29 homicídios em Alagoas. No Rio de Janeiro, apenas 12. Em um total de três milhões de habitantes. Isso coloca Alagoas em uma situação muito difícil. Muitas dessas mortes são causadas pelo crack. Segundo a própria polícia, 90% das mortes que ocorrem por arma de fogo são muito próximas de locais de consumo de crack. Jovens que morrem em função de dívidas, de brigas no entorno dessas áreas.

O número de processos emperrados em Alagoas é de 3.944, que não têm solução. Os assassinos estão soltos, aguardando condenação. Alguns estão com prisão preventiva. No entanto, sem condenação há impunidade, com impunidade, há violência.