Variedades (2009 a 2007)

Reféns de absurdos

A dramática situação da segurança pública alagoana

Insustentável a situação já vinha sendo há um bom tempo, não percebeu quem não quis. É preciso se expressar para não ser omisso neste momento tão relevante.

Polícia, hoje, é muito mais policiamento orientado ao problema, polícia comunitária, inteligência competitiva, planejamento estratégico, promoção de direitos básicos, empowerment, análise criminal do que regulamento e ordem unida. Quem confunde Código Penal Militar com fazer polícia não está preparado à altura para compreender segurança pública, muito menos defesa social.

Estamos literalmente entre a cruz e a espada, amordaçados por uma cúpula gerencial ineficaz e desprovida de tino para manter um diálogo com os profissionais, por um lado. Além de estarmos, por outro, coagidos por uma massa irritadiça, tratada como semi-escravos, agora, em revolta, na sua maior parte com propostas pontuais, sem a amplitude suficiente para lidar com problemas tão complexos.

Apenas salário não resolve o problema da polícia no Estado. Resolve sim, as nossas dificuldades pessoais com plano de saúde, prestação do carro, escola dos meninos e outras.

O povo alagoano, com todas as suas carências, merece o mínimo de dignidade, quem permitiu que se chegasse a esse ponto, não só despreza esse povo, como poderia ser corresponsabilizado pelos homicídios, que estampam o Estado nas manchetes nacionais.

Que o capitão Macário esteja ao lado de Deus e que o Senhor nos salve, enquanto houver tempo.

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