Refém ou vítima?

Um homem que por um abalo emocional toma sua esposa e filhos e diz que vai matar a todos e depois cometer suicídio, não tem reféns e sim vítimas. Sua ação já é direcionada para atingir as vítimas. Elas não são moeda de troca para ele. A negociação é muito melindrosa, é preciso uma base de psicologia muito maior para estabelecer uma conversação proveitosa. Quando a negociação se mostra por algum motivo falha, deve-se decidir pelo assalta tático imediatamente. Para esse tipo de perpetrador, sim, se utiliza armamento de baixa letalidade, sem descartar o uso da arma letal.

Reféns têm peso de troca. São pessoas tomadas para garantir que o criminoso não será morto ou de outra forma atingido pela polícia. Nesse caso a negociação deve ir até a exaustão. A cada pedido deles, deve-se fazer o possível pela liberação dos reféns. Os perpetradores não tem a intenção primeira de fazer mal aquelas pessoas. É até propício que se deixe o ponto crítico em silêncio de contato, para que se instaure a Síndrome de Estocolmo.

Por fim existem casos em que temos reféns, mas os perpetradores planejaram previamente atentar contra a vida das pessoas tomadas. Nos atentados terroristas ocorre dessa forma. Negociações devem seguir sempre concomitantemente com o planejamento e preparo para o assalto tático. A negociação certamente será tática, quando se tenta ganhar tempo e coletar informações sobre os perpetradores e sobre o ambiente do ponto crítico para servir como base das ações do time tático. As reivindicações dos terroristas, dificilmente serão atendidas por inviabilidade legal ou política, e eles sabem disso, por isso estão sempre prontos para cometer o pior, inclusive tirando a própria vida.

Na Aula 1 do Curso de Gerenciamento de Crises, oferecido pela Senasp, na Rede SEAT, podemos conferir denominação diferente para esses dois tipos de pessoas vitimizadas na crise: o refém tomado, que no caso é o refém propriamente dito e o refém seqüestrado que nesse caso é o que chamados de vítima do perpetrador.

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