Pelopes de S. do Ipanema – AL usa Taser

25 de junho de 2009

O Pelotão de Operações Especiais do Sétimo Batalhão de Polícia Militar demonstrou nessa manhã, dia 18, a eficácia do uso da Taser como armamento de baixa letalidade. A Taser é uma arma de pressão por ação de gás comprimido que projeta dois dardos, semelhantes a anzóis ou agulhas, que se fixam na pele do indivíduo, seguidos por uma fiação de aço, por onde é emitido pulsos elétricos de alta voltagem e baixa corrente. A emissão desses pulsos seguem o padrão das ondas cerebrais, causando incapacitação neuromuscular temporária, ou seja, fazendo que os músculos se contraiam.

A Dra. Salete Adorno, representante local do Ministério Público em Pão de Açúcar, 227 km distante de Maceió, foi procurada por moradores e parentes, que relatavam sobre as agressões sofridas por Márcio Daniel Silva Vieira, 26 anos. “Descontrolado, Márcio atirava pedras e outros objetos de uma construção em todos os que passavam.” Relatou Maria Vieira, sendo irmã de Márcio, também foi agredida por ele e estava no hospital local sendo atendida pelo médico plantonista.

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“O uso da Taser foi o recurso mais acertado depois, que outras tentativas de imobilização feitas pela guarnição local não tiveram êxito” comentou o tenente Wagner, que comandou a ação policial e foi o autor do primeiro disparo real de Taser da região. Márcio Daniel foi cedado pela equipe médica, para encaminhamento ao Manicômio Judicial, em Maceió, devido a inquérito policial anterior por lesão corporal.

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Atuação de bombeiros militares de crises

25 de junho de 2009

Atendendo o pedido de uma amiga, que já fora cadete PM hoje atua no bombeiro, preparei um pequeno compêndio de artigos e vídeos sobre a atuação dos Bombeiros em Gerenciamento de Crises e Negociações. É de praxe que fique sob responsabilidade dos bombeiros o caso de suicidas. O que não é limitador de seu potencial na resolução de crises. Há casos em que a entrada tática dependia da atuação de profissionais do resgate em altura, que naquele momento nem PM nem PC tinham a disposição. Além disso nunca se esqueçam dos casos do negociador casual, quando aquele que inicia a conversação mesmo sem ser o especialista é forçado conduzi-la até o final.

Links de matérias:
http://www.noticiasdahora.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7117&Itemid=26
http://jornalcidade.uol.com.br/paginas.php?id=33911
Texto em PDF, o suicida mostra sinais antes de tentar tirar sua vida: http://pesquisa.dnonline.com.br/document/?view=24029

Links de vídeos:

Treinamento Resgate em altura


Ônibus 174

25 de junho de 2009

Há noves anos, mais precisamente em 12.06.2000, um sobrevivente do massacre da Candelária, o Sandro Barbosa, tomou um ônibus da linha 174, no bairro do Jardim Botânico, Rio de Janeiro.
Nosso objetivo de relembrar esse fato, dentro do curso de Gerenciamento de Crises tem três objetivos específicos: mostrar que nessa última década muita coisa avançou, que doutrinas específicas qualificaram melhor o conjunto da tropa.

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Que na verdade esse curso da Senasp é um exemplo de esforço de melhoramento. 2) Os policiais envolvidos devem ser os primeiros a exigir calma e prudência de si mesmos e dos demais. (Só para comentar esse é uma das atitudes exigidas no caso dos negociadores, eles não podem ser mais um elemento nervosismo na cena e sim um agente que direcione o desfecho com razoabilidade) 3) Nesse caso ficou patente o que vamos nos referenciar, por causa do filme, mas em seus meandros não dava para atentar muito para a causa social, mas quando falamos de uma rebelião com motivos “um tanto legítimos” de presidiários ou quando falamos de movimentos sem-terra é necessário avaliar os elementos sócio-políticos envolvidos.

Como na Semana anterior de curso, vamos assistir vídeos, ler matérias da época e outras fontes de informação para podermos entrar na fase de debates sobre o tema mais abastecidos de dados que firmem nossas opiniões:

Vídeo da análise do desfecho do sequestro do Ônibus 174

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Refém ou vítima?

23 de junho de 2009

Um homem que por um abalo emocional toma sua esposa e filhos e diz que vai matar a todos e depois cometer suicídio, não tem reféns e sim vítimas. Sua ação já é direcionada para atingir as vítimas. Elas não são moeda de troca para ele. A negociação é muito melindrosa, é preciso uma base de psicologia muito maior para estabelecer uma conversação proveitosa. Quando a negociação se mostra por algum motivo falha, deve-se decidir pelo assalta tático imediatamente. Para esse tipo de perpetrador, sim, se utiliza armamento de baixa letalidade, sem descartar o uso da arma letal.

Reféns têm peso de troca. São pessoas tomadas para garantir que o criminoso não será morto ou de outra forma atingido pela polícia. Nesse caso a negociação deve ir até a exaustão. A cada pedido deles, deve-se fazer o possível pela liberação dos reféns. Os perpetradores não tem a intenção primeira de fazer mal aquelas pessoas. É até propício que se deixe o ponto crítico em silêncio de contato, para que se instaure a Síndrome de Estocolmo.

Por fim existem casos em que temos reféns, mas os perpetradores planejaram previamente atentar contra a vida das pessoas tomadas. Nos atentados terroristas ocorre dessa forma. Negociações devem seguir sempre concomitantemente com o planejamento e preparo para o assalto tático. A negociação certamente será tática, quando se tenta ganhar tempo e coletar informações sobre os perpetradores e sobre o ambiente do ponto crítico para servir como base das ações do time tático. As reivindicações dos terroristas, dificilmente serão atendidas por inviabilidade legal ou política, e eles sabem disso, por isso estão sempre prontos para cometer o pior, inclusive tirando a própria vida.

Na Aula 1 do Curso de Gerenciamento de Crises, oferecido pela Senasp, na Rede SEAT, podemos conferir denominação diferente para esses dois tipos de pessoas vitimizadas na crise: o refém tomado, que no caso é o refém propriamente dito e o refém seqüestrado que nesse caso é o que chamados de vítima do perpetrador.


Caso Eloá (parte III)

17 de junho de 2009

O papel da Imprensa no Caso Eloá

Após os fatos, os holofotes, os furos de reportagem e a morte de Eloá, foi aberto espaço para discutir o papel da mídia na cobertura deste tipo de ocorrência policial: negociação com reféns. Até quanto podem ajudar para aliviar a pressão da curiosidade popular e até quanto podem prejudicar se tornando canal alternativo de convesação com o perpetrador. E os casos em que a TV exibe para o sequestrador ao vivo os passos da polícia?!

Bem, para ampliarmos o debate leiam a seguir o artigo de um jornalista pernambucano e um vídeio onde o apresentador do Dia-a-Dia da Record, Jr. Brito, comenta o caso:

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Caso Eloá (parte I)

16 de junho de 2009

Série de reportagens do Bom Dia Brasil – Globo

Estamos enriquecendo o conteúdo do Curso de Gerenciamento de Crises  (EaD) e para o cronograma da 3ª Semana apresentamos a oportunidade de discutir o Caso Eloá. Vamos analisá-lo do ponto de vista dos conhecimentos já adquiridos nos módulos e vamos nos inteirar mais sobre vários aspectos dos fatos.

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Comecemos com uma série de reportagens do telejornal Bom Dia Brasil da TV Globo:

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Caso Eloá (parte II)

16 de junho de 2009

Vídeos esclarecedores

Continuando na busca por respostas sobre o Caso Eloá, é de suma importãncia vivenciar o clima dos fatos, reconstituições, sentir o nervosismo das conversas, por isso antes julgar os fatos assista os vídeos abaixo:

Vídeo do Jornal da Band fazendo a reconstituição do inicio ao fim do sequestro

Cenas da entrada do Gate pela câmera exclusiva da Record

Este segundo vídeo traz em resumo as conversas telefônicas de Lindemberg