Mobilização Social – Polícia Comunitária

20 de agosto de 2013

Material da disciplina de Mobilização e Estruturação Comunitária
Curso Nacional de Multiplicador de Polícia Comunitária
Turma de gestores da Polícia Militar

capa

Material Completo: vídeos, áudios, textos e imagens

Slides do 2º Encontro

Questões da Prova e Gabarito

Vídeos – Parte 1

Livro do Curso Nacional de Multiplicador de Polícia Comunitária


Segurança Comunitária: abstraindo os parâmteros dos modelos implantados

7 de novembro de 2011

Fugindo do estancamento, que pode vir a ser causado pela transposição de um modelo bem sucedido de policiamento comunitário “estrangeiro”, elencamos as características comuns entre as diversas iniciativas de aproximação dos órgãos de segurança para com a comunidade, alguns são elementos que eventualmente podem compor o conjunto de ações desenvolvidas por uma agência disposta a promover policiamento comunitário: 

  • Soluções com práticas adaptadas às especificidades locais;
  • Territorialidade e setorização, correspondência direta entre setor e agente ou equipe de agentes;
  • Cadastramento de moradores, em visitas a domicílios e a estabelecimentos comerciais;
  • Acompanhamento do usuário no pós-trauma;
  • Atendimento especial a vulneráveis e a pessoas com deficiências;
  • Estabelecimento de laços de convivência;
  • Permanência do agente na localidade e quebra ou diminuição da rotatividade dos agentes;
  • Gestão participativa, criação de fóruns permanentes e locais de acesso democrático, nos quais se escuta os anseios da comunidade e são planejadas as ações solucionadoras;
  • Empoderamento dos agentes de segurança pública, ganhando liberdade e conseqüente maior responsabilidade, para tomar decisões autonomamente;
  • Horizontalizarão de relações internas do órgão de segurança, criando espaços para ouvir os agentes;
  • Qualificação dos agentes de segurança e seleção de perfis compatíveis com a filosofia de trabalho;
  • Promoção de projetos de prevenção à violência (característica de segurança comunitária tipicamente brasileira);
  • Recondução de demandas sociais e estruturantes a outros órgãos da Administração Pública;
  • Adesão de outros órgãos públicos, coordenados pela Administração Pública para, simultaneamente às iniciativas próprias dos órgãos de segurança pública, concederem benefícios sociais e estruturantes à comunidade, tais como melhoria em serviços públicos de iluminação, pavimentação, limpeza, saneamento, educação, saúde, transporte etc.
  • Visibilidade, acesso facilitado, prestação de serviço diuturna, acesso e canal de comunicação facilitados, atendimento direto e pessoal;
  • Adoção de estratégia de gestão que priorize a eficiência, otimização de serviços e mensuração dos resultados;
  • Retorno ao contato mais próximo, com a diminuição, quase por completa, do tempo desprendido dentro da viatura;
  • A estrutura visível da presença do policiamento na área pode ser uma base (edificação física) ou uma viatura alocada exclusivamente para o setor.

Mediação de Conflitos

27 de agosto de 2011

Pesquisa e Material da disciplina de Mediação de Conflitos do Curso Nacional de Promotor de Polícia Comunitária.

Vídeos

•Mediação de Conflitos e Direitos Humanos
•Trabalho de mediação de conflitos comunitários no Lagamar
•Gabriela Asmar – Mediadora de Conflitos – Programa do Jô – 2 Partes
•Polícia 24 Horas
Dinâmicas

Sócio-drama: o Gato e o Rato

Dinâmica para entender a necessidade de dividir a responsabilidade pelos problemas

 

Veja o post com o Vídeo de Daniel Godri

Como Mediar Leia o resto deste post »


Por que LIBRAS para policial?

27 de agosto de 2011

Especial Acessecibilidade

Comunidade Surda/LIBRAS

Esse questionamento não será respondido apenas em um post, mas gostaria de falar sobre um dos aspectos que  compelem o policial a conhecer Libras.

Como bem nos explica o Procedimento Operacional Padrão da Polícia Militar do Estado de Goiás, há quatro motivos mais recorrentes para que um indivíduo ignore a voz de comando inicial de uma abordagem policial:

1. Ocorrência de som alto que prejudique a comunicação;

2. Gesto de desprezo, fruto de uma revolta branca. Alguém que por sua posição social ou por um de histórico contato ruim com a polícia, menospreze o trabalho da polícia. Caso de resistência passiva deliberada por sentimento de deboche;

3. Resistência passiva, causada por surpresa. A pessoa foi sabe que tem algo de errado: arma, droga ou é foragido e está planejando empreender fuga, ou criando coragem para revidar a abordagem com disparo de arma de fogo;

4.  Trata-se de deficiente auditivo. Por mais que o policial grite, ele não olha para trás. Se está olhando para o policial, fica nervoso e não atende os comandos.

 

Por isso o policial deve ter cautela. Na última situação, uma pessoa inocente pode ser vítima de equívoco grave. Promover os Direitos Humanos, para o policial de rua, não é cantar “musiquinha” ou saber a história de 1.00 anos atrás, é justamente ter ferramentas técnicas para não abusar da força, tal como Taser, gás pimenta, método Giraldi de tiro defensivo etc.

Para esse tipo de caso, na abordagem da pessoa surda, a ferramenta é a LIBRAS. Ou seja, conhecimento e capacitação. Além da busca voluntária por essa ferramenta, há também prescrição legal, que obriga os serviços públicos terem certa parcela de seus agentes capacitados para lidar com o surdo, de acordo com a Lei Federal n.º 10.098, de 19 de dezembro de 2000 e regulada pelo Decreto presidencial n.º 5.626, de 22 de dezembro de 2005.

Nas instruções de LIBRAS a policiais, sempre fazemos referência aos casos de incidentes no contato da guarnição com o surdo. Um caso emblemático foi o de Alexandre Pontes, que nasceu surdo e em dezembro de 2009, quando tinha 20 anos, ao entrar numa conveniência e teve seus gestos confundidos com o de um criminoso tentando fazer roubo. Policiais militares pararam o ônibus em que estava Alexandre e o prenderam. Veja as matérias de jornais da época, além do vídeo do Jornal Nacional:

 

Matéria do G1: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL9184-5598,00-SURDO+PRESO+POR+ENGANO+E+SOLTO+APOS+DIAS.html

Post do site Consultor Social, na seção Surdo Cidadão, comenta a prisão de Alexandre: http://www.consultorsocial.com.br/portal/br/cidadania-do-surdo.html

http://bloggerossurdos.blogspot.com/2007/03/surdo-preso-por-engano-solto-aps-13.html

Matéria da Gazeta do Povo (Londrina): Mal-entendido leva surdo-mu..

Abordagem policial a pessoas surdas: como agir?http://abordagempolicial.com/2011/05/abordagem-policial-a-pessoas-surdas-como-agir/


Dinamite no Nordeste, modelos de polícia de interação no Sudeste

23 de fevereiro de 2011

Dinamite no Nordeste


Nas últimas semanas, o Bom Dia Brasil, telejornal matutino da Rede Globo, tem mostrado uma realidade alarmante, para nós daqui de cima do mapa do Brasil: o deslocamento da nuvem de criminalidade para fora do eixo Sul-Sudeste. No último dia 15 de fevereiro, o Bom Dia Brasil, mostrou um apanhado de reportagens, um em cada Estado Nordestino, mostrando o aumento da criminalidade: alarmante índice de homicídios na Bahia, os assaltos a bancos em Pernambuco, a violência urbana em Fortaleza etc.

Veja a matéria do 15, no G1.com: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/02/cresce-numero-de-assassinatos-no-nordeste-novo-territorio-da-violencia.html

Para o assunto não ficar detido apenas no seleto público do Bom Dia Brasil e por algum motivo, Deus sabe qual… (da Globo e da Record nunca se pode esperar ações despretensiosas) e escancarar a situação, o JN no Ar do dia 22 de fevereiro, foi até Campina Grande mostrar os recentes assaltos feitos com explosivos, em caixas eletrônicos e agências bancárias do Interior de PB, PE, AL, MA, entre outros.

Veja a matéria no G1.com: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/02/jn-no-ar-mostra-cidades-do-nordeste-onde-ladroes-usam-explosivos.html

Aqui por perto, no ano passado, houve uma tentativa frustrada por falha do explosivo, inclusive uma equipe do Bope esteve em Poço das Trincheiras/AL, para desarmar o artefato.

Veja matéria do Alagoas24h, falando sobre o roubo de explosivos em nosso Estado: Bandidos usam dinamites roubadas em Messias para explodir caixas eletrônicos

Modelos de polícia de interação no Sudeste

Este mesmo telejornal matutino da Globo, no dia 21 de fevereiro, mostrou uma sequencia muito interessante (assista no vídeo abaixo): uma revolta popular gerada pela morte de dois presos, levados pela Polícia Militar de Minas, em uma periferia de BH; os postos policiais soteropolitanos abandonados, já que o Comando da PMBA, diz ser mais útil o efetivo empregado em viaturas e por último, a comparação entre dois modelos de polícia de interação: o paulista e o fluminense.

Veja a matéria no G1.com – Cabines de segurança em Salvador viram quiosques e depósitos de lixo: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/02/cabines-de-seguranca-em-salvador-viram-quiosques-e-depositos-de-lixo.html

Veja a matéria no G1.com – Instalada em comunidades, polícia anda lado a lado com moradores: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/02/instalada-em-comunidades-policia-anda-lado-lado-com-moradores.html

Veja a matéria no G1.com – Policiais e moradores se enfrentam durante ocupação de favela em MG: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/02/policiais-e-moradores-se-enfrentam-durante-ocupacao-de-favela-em-mg.html

Achei muito oportuno a comparação, até porque UPP é uma fase de transição de policiamento convencional para o comunitário, contudo no resgate de terreno perdido para o tráfico. O modelo paulista, “Made in Japan”, até se aplica a bairros problemáticos, mas após uma saturação e uma operação cirúrgica, já é possível implementar policiamento comunitário.  No Rio é diferente, é uma força de ocupação se fala em diálogo com a comunidade, mas com fuzil na mão, isso porque o Estado deixou rolar muita coisa, antes de uma postura séria. Creio que a Globo esteja com algum consultor em segurança pública, porque são matérias orquestradas, o caso baiano mostra como mais viaturas no modelo tradicional não são capazes de estancar a ferida da violência.

 

Agora me diga: o que o Nordeste vai fazer, se não puder usar o cano da doze para eliminar esses neguinhos metido a carioca e paulista que querem tocar o horror por aqui?

Mas talvez você seja daquele que nem tenha percebido, que o bicho-papão está batendo a porta, então leia o artigo de Reinaldo Azevedo (O BRASIL PRECISA PARAR DE MATAR PESSOAS E A LÓGICA! OU: ZÉ DIRCEU, COORDENADOR DE DILMA, COMO SEMPRE, ESTÁ ERRADO!!!), da revista Veja, mas saiba logo que ele é tucano. Reinado do artigo de Azevedo veja as tabelas, abaixo (Não queiram nem olhar Alagoas, vixe!):

MORTOS POR CEM MIL HABITANTES

ESTADO 2002 2007 VARIAÇÃO
Acre 25,7 18,9 -26,4%
Amapá 35,0 26,9 -23,1%
Amazonas 17,3 21,0 +21,3%
Pará 18,4 30,4 +65,2%
Rondônia 42,3 27,4 -35,2%
Roraima 34,9 27,9 -20,0%
Tocantins 14,9 16,5 +10,7%
REGIÃO NORTE 21,7 26,0 +19,8%
Alagoas 34,3 59,6 +73.7%
Bahia 13,0 25,7 +97,7%
Ceará 18,9 23,2 +22,7%
Maranhão 9,9 17,4 +75,7%
Paraíba 17,4 23,6 +35,6%
Pernambuco 54,8 53,1 -03,0%
Piauí 10,9 13,2 +21,1%
Rio G. do Norte 10,6 19,3 +82,0%
Sergipe 29,7 25,9 -12,8%
REGIÃO NORDESTE 22,4 29,6 +32,4%
Espírito Santo 51,2 53,6 +04,7%
Minas Gerais 16,2 20,8 +28,4%
Rio de Janeiro 56,5 40,1 -29,0%
São Paulo 38,0 15,0 -60,5%
REGIÃO SUDESTE 36,8 23,0 -37,5%
Paraná 22,7 29,6 +30,4%
Rio G. do Sul 18,3 19,6 +07,1%
Santa Catarina 10,3 10,4 +01,0%
REGIÃO SUL 18,3 21,4 +16,9%
Distrito Federal 34,7 33,5 -3,4%
Goiás 24,5 24,4 -0,4%
Mato Grosso 37,0 30,7 -17%
Mato G. do Sul 32,4 30,0 -7,4%
REGIÃO C. OESTE 30,4 28,4 -6,5%
BRASIL 28,5 25,2 -11,57%
Fonte – SIM/SVS/MS

A próxima tabela mostra a evolução em 10 anos (97-2007) do índice de homicídios por Estados, se você acha que Alagoas está no topo, porque começa coma letra A, então veja direitinho…

Na próxima tabela, não tem como ter dúvida, já que se fosse por ordem alfabética, Maceió não seria a primeira capital do ranking:

Bem, eu particularmente, acredito em alternativas ao policiamento tradicional. Reconheço a importância de se repensar na forma de fazer segurança pública, só não acho que podemos simplesmente importar o que foi aplicado lá fora. Aqui no Nordeste, e em especial nas cidades do Interior é preciso voltar urgente ao contato das velhas e boas subdelegacias, entretanto sem os excessos cometidos no auge da ditadura militar. O Nordeste precisa de uma polícia de interação, não pode ser frouxa, não pode vir com muita conversinha, é preciso um quê de atitude heterodoxa, meio xerifão, mas nada escrachadamente fora da lei.

Recentemente lendo os textos do Coronel Suamy Santana, PMDF, pude perceber que há como contextualizar respeito aos novos valores democráticos, basta traçar meios práticos de operacionalizá-los. Digo logo uma verdade, na hora de tornar real, o sonho cor de rosa do mundo perfeito você acaba sendo respingado pelos óbices do dia-a-dia, mas temos que ir a frente, mesmo que não sendo na solução final ou aquela na plenitude do que gostaríamos.

Entenda mais como a polícia mais pistoleira, ficou frouxa e de mãos atadas e pernas quebradas, lendo o post: Direitos Humanos para o policial de linha de frente


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